quinta-feira, 31 de julho de 2014

Concorra ao Livro: Dicionário Gaudério



Iremos sortear o livro: Dicionário Gaudério dos autores Luís Augusto Fischer e Iuri Abreu. Mas, para que não ocorra o que vem acontecendo todos os meses iremos explicar detalhadamente os critérios para participar desse sorteio, ok?
Para concorrer você deverá participar da Fan Page do blog Saloon da História e da Livraria Praiamar. Então, você deverá curtir as Duas páginas em questão. Os links seguem abaixo, quaisquer dúvidas estaremos à disposição. O Sorteio ocorrerá na última semana de Setembro. Boa sorte a todos!


domingo, 27 de julho de 2014

A Vida Dura Nas Embarcações Europeias Para Descobrir o "Novo Mundo"

Mar Tenebroso.
Fugir da vida dura na Europa, busca de riquezas no além-mar, quitar dívidas religiosas (pagar os pecados cometidos) e com a justiça (pagar penas impostas pela coroa servindo o reino nas conquistas). Para atingir esses objetivos, os homens das embarcações deveriam vencer a fome, a sede, e diversas doenças durante essas viagens.

Em primeiro lugar, a higiene era extremamente precária. Os europeus não tomavam banho regularmente, sendo assim, o mau cheiro era quase insuportável. Os barcos sofriam infestações de pulgas e piolhos por exemplo. A separação social existente na Europa (Nobres e plebeus) não era tão rígida nas embarcações, ou seja, a viagem permitia aproximações de plebeus e nobres abrindo possibilidade para um crescimento na vida social (inclusive vários plebeus conquistaram títulos de nobreza após viagens para a coroa portuguesa).
O cotidiano de uma embarcação.
O risco de motim levava a tripulação a ser controlada por rígido controle militar. Essa tensão se devia ao ambiente apertado aos quais todos estavam “presos”. O espaço do convés era destinado ao estoque de comida, bebida, armas e munições. Os produtos comestíveis (carne vermelha, peixe seco, banha, azeite, farinha de trigo) e líquidos (barris de vinho e de água) tinham péssima qualidade e era frequente o seu apodrecimento (o vinho se tornava vinagre e água contaminada). Cada marujo possuía um baú para guardar seus pertences e dormia (revesadamente) em uma espécie de beliche de madeira. Para garantir um alimento de boa qualidade, eram transportados animais vivos nas embarcações (galinhas, porcos, carneiros, bois) o que acumulava mais condições para doenças. Além de tudo isso, as regras de etiqueta moderna não existiam entre os camaradas do alto-mar: constantemente vomitavam (enjoados pelo balanço do mar), escarravam perto da comida, arrovatam, soltavam ventos mal-cheirosos diante dos colegas de caravelas. Não existia um banheiro a bordo, então, faziam as necessidades próximos a ponta das naus ou caravelas e muitas vezes caindo no mar. Nada disso impediu que os portugueses atravessassem o Atlântico para buscar riquezas, prestígio e novas terras para a coroa.

Fontes:

http://www.revistadehistoria.com.br/uploads/docs/images/images/Abrir%20-%20IMG_1959.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-lxzvDkR4qyU/UDwDmh1tfcI/AAAAAAAAAc4/wUuk9SBolZI/s1600/monstrosmarinhos.jpg

RAMOS, Fábio Pestana. A Dura Vida dos Navegantes. Revista de História da Biblioteca Nacional. Setembro de 2012.

Por: Lúcio Nunes

sábado, 26 de julho de 2014

O Primeiro Contato Entre Nativos e Europeus

De uma maneira geral, vimos os antecedentes dos nativos do Brasil e dos “descobridores” europeus. Chegou à hora de observarmos como ocorreu o primeiro contato entre esses dois povos, entre essas duas culturas.
Em um primeiro momento os portugueses chegaram ao Brasil para reconhecer as terras do Tratado de Tordesilhas, mas, não demonstraram aos nativos que iriam dominar esse território. Analisando por esse ponto de vista, podemos afirmar que, o primeiro contato foi amistoso, pacífico. Isso não significa que houve a aprovação de todos os nativos, alguns eram a favor do contato e outros contra. Mas não existiu um conflito nesse primeiro momento. Entre as diferenças podemos destacar:
Organização da terra: Para os nativos, a terra pertencia ao grupo que vivia na aldeia, ou seja, tudo o que era produzido pertencia ao grupo. Para os portugueses, a terra pertenceria a quem a conquistasse (através de guerras, por exemplo), por compra, venda ou aluguel. O que é produzido na terra serviria como acumulação de riqueza de uma pessoa ou família.
Idioma: O idioma não era o mesmo, o que dificultou o entendimento das ações de ambos os grupos (nativos e portugueses).
Aparência: Foi uma diferença reconhecida instantaneamente. Os nativos tinham a pele parda e músculos definidos (provavelmente pela alimentação e métodos de vida saudáveis, por exemplo, o banho diário, mobilidade física). Já os portugueses eram “caras pálidas” que possuíam a pele branca e não detinham corpos “perfeitamente” definidos com os nativos.
Roupas: Os nativos não utilizavam roupas: Pintavam seus corpos, usavam colares e outros adereços. Os portugueses utilizavam roupas e alguns adereços como colares banhados a ouro.
Religião: Os índios não conheciam o cristianismo, este que, era o modelo religioso português.
Governo: Os nativos detinham um chefe local, já os portugueses um Rei para todos os portugueses.
Armas: O armamento era desigual: Nativos usavam arco e flecha, paus e pedras. Os portugueses usavam armas de fogo (Por exemplo, canhões) e espadas. 

Fontes:

PAIVA, José Maria de. A doutrina feita aos índios. In: Catequese e Colonização. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1982.

http://msalx.recreionline.abril.com.br/2012/11/20/1358/6dheL/indios-portugueses.jpeg?1353427220

Por: Lúcio Nunes

A Utilização de Vídeos Como Método de Aprendizagem

O cinema nos traz a possibilidade da construção do conhecimento em vários campos do saber. As imagens em movimento são utilizadas há bastante tempo, mas, se popularizou nos dias atuais principalmente devido à internet e a popularização da mesma. Um exemplo de utilização do cinema em períodos anteriores era a ideia de Getúlio Vargas utilizá-lo a fim de criar uma identidade brasileira, contudo, essa temática serviria como base de fins explicativos ou ilustrativos, com uma preocupação maior no sentido da aprendizagem direcionada.

O seu uso, enquanto recurso didático, não é uma atividade nova. Diversos intelectuais ligados a corrente da Escola Nova, na década de 1930 (...) já apontavam o forte potencial do cinema na educação das crianças e jovens da época. (NASCIMENTO, 2008, p.3)

Como já citado, hoje em dia, procuramos atribuir ao cinema e aos vídeos um papel de auxiliador na compreensão dos conteúdos abordados. Utilizar o cinema, documentários ou material similar (como vídeos curtos) pode ser uma alternativa válida e produtiva para compor as temáticas utilizadas pelo professor em sala de aula. A imagem por si só já traz uma gama de informações (é claro, se já há algum conhecimento prévio sobre o tema), mas, o vídeo amplia essa gama: Ele traz o movimento da imagem, também reproduz o som, o que (para os dias atuais) pode potencializar o impacto que talvez não seja atribuída a uma imagem ou pintura (isso obviamente depende de quem observa as imagens ou os vídeos).


Tony Ramos interpreta Getúlio Vargas no cinema.
Se olharmos pelo lado do conhecimento, ele está cada vez mais à mão de quem o procura. Basta usar uma ferramenta de busca e o assunto de seu interesse que em milésimos de segundos há milhares de resultados referentes ao tema procurado. É claro, devemos estar atentos em relação aos sites pesquisados (se há profundidade ou não sobre a pesquisa).

A utilização do recurso em questão também traria um “algo mais” para a sala de aula: diferenciar o método tradicional, mas, em conexão com o conteúdo exposto. Passar um filme qualquer poderá resultar em uma aparente “preguiça” ou “desleixo” com os alunos e com a aula.

Fontes:

http://www.gaz.com.br//_midias/jpg/2014/04/09/tony_get__lio_2-255142.jpg

http://pt.gifanimados.org/gifs/ciclista.html

NASCIMENTO, Jairo Carvalho do. Cinema e ensino de História: realidade escolar, propostas e práticas na sala de aula.  Salvador: Universidade do Estado da Bahia, Revista Fênix, 2008, p. 2 – 18.

TOURINHO, Maria Antonieta; VIERIA, Rosane. História e cinema na escola. Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias (USP), 2011, p. 154 – 165.

Por: Lúcio Nunes