quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Razões Para a Criação da Colônia do Sacramento

Colônia do Sacramento
Podemos dizer que houve alguns. Um motivo importante e indiscutível para a fundação da Colônia do Sacramento foi à expansão territorial (quebrando o que estava acordado no Tratado de Tordesilhas). Além da expansão territorial podemos citar a questão econômica. As terras ocupadas serviriam como um posto estratégico para a economia e para um estabelecimento de relações comerciais (para escoamento da prata peruana ou contrabando) com regiões do Prata. A fundação da Colônia do Sacramento (atual cidade de Colônia no Uruguai) também representava um perigo para o monopólio da Espanha na região ( o que resultou em diversos embates entre espanhóis e portugueses). O povoamento da região seria mais um motivo para a fundação. Esse aumento demográfico da região ocorreu tanto do lado português (luso-brasileiro) quanto do lado espanhol (da região do Prata). Vale ressaltar também que chegavam a região imigrantes (por exemplo, os açorianos).
Quanto à formação do território, entre apropriações (diplomáticas efetuadas por Portugal) e desapropriações (tomadas militarmente pela Espanha) a formação da Colônia "propiciou" o surgimento de outras localidades (por exemplo, a Vila de Rio Grande) servindo de base para a pecuária e agricultura praticada na região e o que viria a ser o futuro estado do Rio Grande do Sul.

Fontes de Pesquisa:



Fonte da Imagem:


Por: Lúcio Nunes

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Principais Causas da Revolução Francesa

Fator Intelectual

A base ideológica para a Revolução Francesa encontra-se no Iluminismo. Essa corrente presa pela racionalidade substituindo as crenças na religiosidade. Além do pensamento anticlerical, os pensadores iluministas defendiam também a busca por um cientificismo e pregavam contra a monarquia absolutista e os privilégios dos nobres.

Fator Político

O absolutismo monárquico impedia o êxito da burguesia em expandir suas riquezas e praticava um claro despotismo. Vale lembrar que a figura do Rei era considerada de linhagem divina, ou seja, não poderia ser questionada.

Fator Econômico

Más colheitas, aumento abusivo no preço da farinha (aumento do preço do pão que era o principal alimento do povo francês), nos preços dos alimentos em geral. Além disso, houve o envolvimento da França na Guerra dos Sete Anos contra a Inglaterra (1756/1763) e na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775/1783) que geraram grandes gastos para alimentação e manutenção dos exércitos. Também podemos considerar a vida luxuosa que a corte sustentava as custas do Terceiro Estado (Alta,média e pequena burguesia, camponeses, e trabalhadores das cidades denominados Sans-Culottes). 

Fator Social

Além de sofrer com o despotismo da monarquia absolutista dos Bourbons o Terceiro Estado também estava incumbido de sustentar o Primeiro Estado (Clero) e o Segundo Estado (Nobreza). Devido a crise econômica, o Rei Luís XVI convocou a Assembléia dos Notáveis (Fevereiro de 1817) onde propôs que os dois Estados (Clero e Nobreza) haveriam de pagar os tributos tal como o Terceiro Estado fazia. Obviamente tanto o Clero quanto a Nobreza rechaçou a proposta. Com o impasse, Luís XIV se vê obrigado a convocar também o Terceiro Estado para participar na discussão da carga tributária. Esse evento ficou conhecido como a Assembléia dos Estados Gerais (Maio de 1789) fato que não ocorria em um espaço de 179 anos (a última convocação dessa Assembléia havia ocorrido em 1614).
Tomada da Bastilha: Um dos marcos da Revolução.
Mesmo assim o impasse só aumentou. Dentro dessa Assembléia independentemente do número de participantes de cada Estado (o Terceiro Estado detinha esmagadora maioria) cada Estado detinha apenas 1 voto geral (Sendo assim, mesmo o Terceiro Estado obtendo a maioria individual o que importava eram os votos gerais e o Clero e a Nobreza poderiam sempre promover alianças para derrotar as imposições e objetivos do Terceiro Estado obtendo 2 votos contra 1 voto). Com isso, o Terceiro Estado exigiu perante o Rei e a Assembléia que os votos fossem contabilizados de maneira individual para que pudessem ganhar voz ativa nas decisões políticas do reino. Como o impasse permaneceu, o Terceiro Estado (com auxílio do Baixo Clero) declarou (em 9 Julho de 1789)  a Assembléia Nacional Constituinte da França onde visava diminuir o poder do Rei e erradicar os privilégios do Clero e da Nobreza. Após cinco dias ocorreu a tomada da Bastilha, que era o símbolo do poder do Rei. Iniciava-se a Revolução Francesa.

Fontes:





Por: Lúcio Nunes

Revolucionando o Mundo: A Invenção do Anzol


Exemplos de Anzóis primitivos.
Que tal uma pescaria? Pegaremos todo o equipamento necessário e as provisões para um dia divertido (seja em um rio, lago ou mesmo no mar). O que às vezes passa despercebida é a parte mais importante para uma boa pesca: o anzol (claro, também deverá ser dividida sua importância com a isca, mas, isso fica para uma próxima oportunidade). Já imaginaram como foi criado o anzol? Essa invenção fantástica está longe de ter uma data específica, porém, os cientistas acreditam que provavelmente os primeiros modelos do anzol moderno remontam entre 10.000 a.C. a 40.000 a.C. Obviamente tudo o que é estudado antes da invenção da escrita é um desafio para os pesquisadores (pela falta de documentos, registros, entre outros), mas, nem só de documentos e pinturas rupestres se vive a História: Também há a análise através dos resíduos deixados pelos nossos ancestrais. E é por meio desse que se analisam os primeiros exemplares do famoso e conhecido anzol. As primeiras unidades provavelmente se perderam com o tempo, pois, foram feitas de madeira (um material deteriorável). Contudo (como toda invenção), o anzol foi aprimorado com o passar do tempo e o material utilizado para seu feitio mais resistente, como por exemplo: pontas de ossos, pedaços de chifres e a própria madeira. Com esse importante aliado o homem pré-histórico enriqueceu sua cadeia alimentar, conseguindo assim, atribuir nutrientes, proteínas e gorduras na sua alimentação.
A agilidade e economia de tempo para a busca de alimento (no caso a pesca) foi essencial para que o homem pré-histórico pudesse gastar sua energia (e seu tempo) em outras tarefas, acelerando assim, a sua própria evolução.




Por: Lúcio Nunes


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Revolta de Beckman


Esta foi uma revolta dos proprietários rurais do Maranhão (região que compreendia os territórios atuais do Maranhão, Ceará, Piauí, Pará e Amazonas) contra a Companhia de Comércio do Maranhão que foi instalada pelo governo português.

A revolta detinha como tema central a exploração dos índios 

A população vivia em condições miseráveis sobrevivendo de agricultura de subsistência, pesca e coleta. A crise econômica havia se agravado logo após a expulsão dos holandeses da região e já não se podia arcar com os custos da importação de mão-de-obra escrava. Por hora faltaram escravos, e a solução foi forçar os índios ao trabalho, o que gerou conflitos com os jesuítas.
Após estes incidentes os Jesuítas recorreram a Coroa Portuguesa para que se cessassem a exploração do trabalho indígena. A Coroa Portuguesa acatou o pedido da Companhia de Jesus, uma vez que, essa exploração de trabalho não era rentável para a Coroa. Posteriormente, a Coroa Portuguesa resolveu criar Companhia de Comércio do Maranhão, em 1682. A intenção de criar essa companhia viria da ideia de controlar o escoamento do que era produzido na região (produção de açúcar, tabaco, cacau e exportação de couro) e abastecimento da mesma com a mão-de-obra escrava.
A companhia ao invés de resolver os problemas, aumentou o descontentamento da região:
- Os comerciantes sentiam-se prejudicados pelo monopólio imposto pela Coroa.
- Os preços propostos pelos produtos eram abaixo do esperado pelos produtores.
- A população protestava pelo preço excessivo dos produtos que lhes eram vendidos.
Manuel Beckman
A eclosão da revolta deu-se em 1684, sob a liderança dos irmãos Manuel e Tomás Beckman. O grande objetivo da revolta era extirpar o monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão, fazendo com que os preços de compra e venda fossem justos para todos. O governo local foi deposto, os armazéns da Companhia do Comércio foram saqueados, os Jesuítas expulsos da região e o monopólio extinto das práticas econômicas até então.  No lugar do governo foi criada uma Junta Revolucionária na qual Tomás Beckman foi enviado como emissário à corte de Lisboa para que houvesse reconhecimento de que o movimento revolucionário e revoltoso contra a Coroa era justo, isso não ocorreu, e Tomás Beckman foi preso. A coroa portuguesa reagiu enviando um novo governador ao Maranhão de nome Gomes Freire de Andrade, à frente com os militares portugueses e não encontrou nenhuma resistência para a retomada do poder. Gomes Freire então ordenou a detenção e o julgamento dos envolvidos no movimento assim como o confisco de seus bens.
Manuel Beckman foi condenado a morte pela forca por ser o líder do movimento. Tomás Beckman foi condenado ao desterro (foi expulso de suas terras) e os demais envolvidos na Junta Revolucionária foram condenados a prisão perpétua.
A Revolta de Beckman ficou conhecida como uma revolta nativista, ou seja, uma revolta que busca defender e valorizar a cultura de uma região frente ao risco de essa ser interferida diretamente por outra cultura, ou a fatores externos que levem algum risco a soberania da cultura dessa região. Um bom exemplo de nativismo são os povos que foram colonizados por outros (como o Brasil). Esses povos em certa altura de sua História acabam por não aceitar essa colonização e reivindicam seus direitos através de motins, revoltas ou rebeliões contra os seus colonizadores.

Fontes:




http://www.brasilescola.com/upload/e/beckman%20brescola.jpg

http://3.bp.blogspot.com/-kwXf3YKcgns/T_2FE2mITZI/AAAAAAAABI0/KLITCXolNKk/s1600/bec.jpg

Por: Lúcio Nunes

Aspectos Relevantes Entre o Início do Ciclo do Ouro e o Término da Guerra dos Emboabas.


O presente trabalho visa apresentar o contexto na região das minas de ouros recém-encontradas pelos bandeirantes paulistas e consequentemente a primeira revolta do período colonial nos anos que é denominada pela História Oficial como Ciclo do Ouro.  É importante salientar uma questão: Quais aspectos relevantes ocorreram entre o inicio do ciclo do ouro e o final da Guerra dos Emboabas? Julgo importante esse tema, pois, analisando-o podemos observar o motivo que levou os bandeirantes paulistas a explorar outras regiões e encontrar mais minas de ouro. Assim como conseguir entender por consequência da expansão territorial da colônia brasileira para o interior do seu território. Utilizarei como fonte de consulta alguns textos da internet.
Todo produto que obtém primazia em uma região só será substituído ou eventualmente erradicado se por ventura este mesmo não deter mais os lucros necessários para a manutenção de uma classe, de uma metrópole ou de um governo.
A cana-de-açúcar encontrava-se em decadência e a coroa portuguesa teria que buscar soluções econômicas para a crise financeira que atravessava. Visando resolver essa questão, começou um grande incentivo junto à população pela procura de metais preciosos. Começaram também as incursões dos bandeirantes paulistas no interior do Brasil para tentar atingir os objetivos traçados pela coroa. Em fins do século XVII os bandeirantes descobriram as primeiras minas no Brasil (Entre 1694 e 1696), consequentemente, por descobrirem a maioria dessas minas, os bandeirantes foram recompensados e ganharam o direito de explorar primeiro as jazidas encontradas.
Com essa descoberta a coroa encontra o que estava à procura: Uma saída econômica para a crise em que atravessava, porém, a colônia brasileira jamais seria a mesma. Houve uma explosão demográfica na colônia com a notícia de que havia ouro nessas terras. Vieram colonos de diversas regiões, além de portugueses que atravessaram o Atlântico em busca de riqueza. É necessário salientar que nos registro oficiais houve uma massiva presença de portugueses, mas, é claro que não foram apenas portugueses que vieram atrás do ouro, também franceses, holandeses, ingleses. Foi nesse contexto então que eclode o primeiro conflito do século XVIII na colônia, que ficou conhecido como “Guerra dos Emboabas”. Os bandeirantes reclamavam autonomia nas minas por estes serem os primeiros a avistá-las e pela região fazer parte da capitania de São Vicente. Já os colonos e europeus recém-chegados queriam o direito de explorá-las também visando que os Emboabas já detinham uma boa parte da população da região das minas. Os paulistas não concordavam com tal reinvindicação, já que para eles, quem não participou da procura pelas minas não deveria participar da exploração e consequentemente dos lucros. Vale lembrar que o termo “Emboaba” era utilizado de uma forma pejorativa pelos bandeirantes para com os europeus e colonos que tentavam dominar a região das minas. Em Tupi, emboaba detém múltiplos significados, entre eles citarei o de “Os que invadem e agridem” ou “Os que vêm de fora”. Essa designação veio através dos bandeirantes para com os colonos que vinham de várias regiões da colônia e para os portugueses, franceses, ingleses que vinham da Europa.
Manuel de Borba Gato, ex-bandeirante era o líder dos paulistas e Manuel Nunes Viana (português que veio da Bahia) era o líder dos Emboabas.
No começo do conflito houve confrontos esporádicos onde ocorriam mortes em pequeno número de ambos os lados, contudo, o combate foi inevitável. Ao final do ano de 1708 os Emboabas já dominavam cerca de dois terços da região das minas.
Manuel Nunes Viana organizou diversas expedições para enfrentar os bandeirantes paulistas com a intenção de enfraquecê-los.
A batalha mais sangrenta de todas foi na região de Capão da Traição onde os Emboabas mataram mais de 300 bandeirantes.
O confronto iniciou-se em 1707 e terminou em 1709 com a intervenção do governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque que tirou Manuel Nunes Viana do poder, mas, manteve a estrutura administrativa dos “emboabas”. Para a Coroa Portuguesa era muito mais interessante a manutenção de uma administração emboaba, já que estes em sua maioria eram colonos relativamente fiéis ou portugueses oriundos da metrópole. Já os bandeirantes paulistas eram vistos como rudes e poderiam com o poder político começar a reivindicar mais poder causando sérios danos a Coroa na colônia. Sem privilégios administrativos e sem poderio para a guerra, os bandeirantes paulistas retiraram-se da região. A maioria partiu para a região oeste onde posteriormente encontraram ouro nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás respectivamente.
Em vista dos pontos destacados no texto podemos observar as relevâncias do início do ciclo do ouro até o término da Guerra dos Emboabas. Quando se iniciou a corrida do ouro houve uma explosão demográfica sem precedentes na colônia, a quantidade de pessoas na região das minas e os objetivos de riqueza que todos traziam originou a ideia de exploração aurífera na região. Logo, quem detinha o controle Político e de exploração da região não queria perde-los e como consequência eclodiu o conflito dos Emboabas. Ao término da guerra podemos observar que outras regiões foram exploradas devido à derrota dos bandeirantes no conflito. Essa saída de cena foi à alternativa para os bandeirantes após a guerra. O Tratado de Tordesilhas também foi “desfeito” com essa atitude dos bandeirantes: As incursões entraram colônia a dentro indo em direção ao interior e assim os portugueses ultrapassaram as delimitações combinadas com os espanhóis.