quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Día de Muertos




            O “Día de Muertos” é comemorado há mais de 3000 anos, é uma celebração de origem indígena realizada no México e em outros países da América Central. Há relatos de que os próprios Maias e Astecas praticavam esse ritual. Começa a ser celebrado no dia 31 de outubro e vai até 2 de Novembro. Em vez de tristeza e orações os países fazem uma grande festa, pois, segundo a crença, nesses dias os mortos podem voltar para rever as suas famílias.





       A figura mais popular do día de muertos é La Catrina de Los Toletes também conhecida como A Dama da Morte. É representada por um esqueleto de uma dama da alta sociedade do início do século passado para sempre deixar a mensagem que diante da morte todos são iguais. 








Fontes:  https://papodehomem.com.br/o-dia-dos-mortos/ 
http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2016/10/dupla-da-rbr-aparece-no-paddock-do-mexico-com-rostos-pintados-de-caveira.html
http://viviendoenelmexicomagico.blogspot.com.br/2014/10/dia-dos-mortos-catrina-de-los-toletes.html


Por: Fernanda Nunes

domingo, 4 de setembro de 2016

Arte com História: A Mona Lisa


                                            No Seriado: O pintor



Um pintor (Rubén Aguirre) está em apuros, pois sua empregada (Florinda Mesa) estragou um de seus quadros que fora encomendado pelo General Vivar (Édgar Vivar).  Ele pede ajuda para o Chapolin Colorado, que acaba lhe contado de uma forma bem humorada como Leonardo Da Vinci (Roberto Bolaños) passou pela mesma situação e teve que sacrificar uma de suas obras de arte (A Mona Lisa).





                                        Na história: A Mona Lisa 

  
     A Mona lisa é uma das pinturas mais conhecidas do mundo e provavelmente é uma das mais populares do artista renascentista Leonardo Da Vinci. Ainda hoje, existe um grande mistério sobre a identidade de Mona lisa. Pode ter sido uma imagem idealizada de como Leonardo via as mulheres ou também especialistas afirmam que a pintura trata-se de Lisa del Giocondo, esposa do rico comerciante italiano Francisco del Giocondo. Por essa razão o quadro também ficou conhecido como “La Gioconda”.
      Leonardo Da Vinci teria levado a obra da Itália para a França em 1516, quando foi trabalhar na corte de Francisco I. Segundo boatos Francisco teria sido o primeiro dono do quadro, depois disso este passou por várias mãos chegando mesmo até ser roubada duas vezes. Até mesmo Napoleão Bonarparte tomou a obra para si. Em 1911 a obra de arte foi roubada novamente pelo italiano Vicenzo Peruggia, que a levou de volta para a sua terra natal.

     Na década de 60 seu valor foi estimado em mais de 100 milhões de dólares, isso a tornou o objeto mais valioso do mundo segundo o Guinness Book. Atualmente Mona Lisa fica no museu do Louvre em Paris e é a obra de arte mais visitada do museu.


Por: Fernanda Nunes

Fontes consultadas: 

http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_verdadeira_identidade_da_mona_lisa.html
                 
http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2013/05/a-mona-lisa-de-leonardo-da-vinci.html

sábado, 3 de setembro de 2016

Tosco Cast o Podcast e o Canal no Youtube dos Toscões!




Três amigos e uma vontade estrondosa de levar suas conversas de bar para todo mundo ouvir. Assim nasceu o ToscoCast, o podcast dos toscões.
Não somos especialistas em (quase) nada, mas, gostamos de dar opiniões em tudo. Games, filmes, séries, música e tudo aquilo que der na nossa telha rolará por aqui!
Fora as conversas de bar, faremos especiais. Nesse aspecto, falaremos sobre assuntos que estarão relacionados a história (ou não). Por exemplo, Os Cavaleiros e a Mitologia terão seus posts (aqui do blog) narrados lá no ToscoCast.
Quando possível, postarei os episódios no player da Rádio do Saloon.
Por último e não menos importante, montamos um canal no youtube onde faremos gameplays e futuramente análises de filmes e séries.
Pegue o fone de ouvido e se acomode, se você é nosso amigo, seja bem-vindo e se não é, considere-se um agora!

Link do Canal no Youtube

> https://www.youtube.com/channel/UCP7hNzb2ZxIoc-VZyyvhytQ

Link do Podcast no SoundCloud

> https://soundcloud.com/toscocast

Por: Lúcio Nunes

domingo, 21 de agosto de 2016

A música como ferramenta para potencializar a compreensão do conteúdo histórico


Não seria correto definir o conceito de música de uma maneira definitiva, pois, ela detém um significado particular para cada indivíduo. Mas, em uma análise geral, música seria a fusão de ritmos, harmonias, palavras. Uma ordenação temporal entre silêncios e sons. Uma arte manifestada por artistas e culturas.
A música mexe com o imaginário humano, além disso, evoca memórias, translada o sujeito a diversas cenas. Utilizar essa potente ferramenta para falar sobre História (na sala de aula ou no nosso próprio cotidiano) é permitir que o aluno (dentro e fora da sala de aula) evoque suas lembranças, conheça “novos” sons, faça parte de um universo diferenciado propiciado pelo professor ao executar sons musicais.

Para uma grande parte das pessoas, a música tem apenas o papel de diversão, para outras possibilitam momentos de reflexão, mas o fato é que muitos não conhecem o poder que a música tem sobre uma criança ou até mesmo sobre um adulto, em sua vida pessoal ou na aprendizagem. (SILVA, 2010, p. 18)

Tal qual na produção cinematográfica ou imagética, a música também é produzida com uma intencionalidade, ou seja, ela está carregada pela visão do seu criador, cabe então, ao professor, verificar atentamente a música, o autor, o contexto da criação da mesma para passar essas informações aos alunos possibilitando uma melhor compreensão do conteúdo.
A música também pode ser utilizada para ilustrar situações. Executando a música, é possível perceber reações dos alunos, principalmente evocando memórias de quando obtiveram contato com tal música pela primeira vez. Também será possível notar se essa canção é nova para o aluno. Isso faz com que, o mesmo aluno faça relações ou conexões com o tema abordado pelo professor.
Em minha visão, utilizar essa ferramenta pode potencializar de forma significativa o aprendizado do conteúdo e estabelecer novas relações entre o mesmo com o cotidiano do aluno, da sociedade, do mundo.

Referências:

SILVA, Morgana Tomazi da. A importância da música nas séries iniciais do ensino fundamental no colégio Sagrada Família. Criciúma: UNESC (Universidade do Extremo Sul Catarinense), 2010, p. 11 – 22.



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Os Cavaleiros e a Mitologia: Algol de Perseu

Esse post contém spoilers.


No post de hoje sobre Os Cavaleiros e a Mitologia iremos apresentar Algol de Perseu.

Algol de Perseu.

O Poderoso Escudo da Medusa

Algol foi selecionado por China de Cobra (Shaina de Ofiúco) para acabar com a vida dos Cavaleiros de Atena. O Cavaleiro de Perseu aparece pela primeira vez quando alguns meninos tentam abandonar o Santuário devido aos rígidos treinamentos pelos quais eram submetidos. Ao suplicarem o perdão do Cavaleiro Algol, os meninos prometeram que não iriam tentar fugir novamente.
O olhar da Medusa petrifica qualquer adversário.
Aioria de Leão observava tudo e havia pedido aos garotos para que não fugissem do local. A punição para a fuga do Santuário é a morte, contudo, o Cavaleiro de Prata disse aos garotos que era para aproveitar que ele estava de costas e que poderiam voltar para seus treinamentos, indicando o possível perdão para a fuga. Nesse momento Algol utiliza o escudo da medusa que detém nas costas e acaba por petrificar os meninos. Até mesmo o Cavaleiro de Ouro de Leão fica estupefato com a atitude maldosa do Cavaleiro de Prata.
Após sucessivos fracassos nos intentos de erradicar com a vida dos Cavaleiros de Atena, os ataques dos Santuários foram intensificados. Seiya, Shun e Shiryu se dirigiam para a Grécia para verificar os motivos que levavam o Santuário a esse ataque sem precedentes. O avião que estava levando-os caiu em uma ilha próxima ao santuário grego, mas, caiu graças à telecinese de Spartan (um cavaleiro sem constelação) que estava auxiliando China e Algol. Sendo que estavam entre três, cada cavaleiro de bronze recebeu um adversário. Spartan desafiou Shiryu, China de Cobra lutou com Seiya de Pégaso e Algol enfrentou Shun.
O Cavaleiro de Andrômeda foi facilmente derrotado assim como os garotos que haviam fugido: Ele foi petrificado. Seiya derrotou China e Spartan foi auxiliar a Amazona. Enquanto isso, Seiya e Shiryu desafiaram Algol, porém, antes do começo da batalha Seiya também fora petrificado pelo olhar da Medusa. Shiryu só escapou de ser petrificado por utilizar o escudo do Dragão. Restou para Shiryu a tarefa ingrata de derrotar o Cavaleiro Algol de Perseu.

O Valente Cavaleiro de Perseu

Antes do início do combate, Algol alerta Shiryu que Seiya e Shun só voltariam a vida se fosse derrotado. Algol começa atacando ferozmente Shiryu que apenas se defende com o escudo do dragão. Spartacus aplica uma chave de braço em Shiryu e ordena que o Cavaleiro de Perseu mostre o escudo da Medusa para que o Cavaleiro de Dragão se torne pedra, mas, Shiryu consegue se livrar de Spartacus e os olhos do escudo de Algol acabam por atingir seu amigo petrificando-o. Nesse momento a batalha torna-se justa, seria um contra um.
Tentando atacar para não ser um alvo fácil para Algol, Shiryu tenta utilizar o seu poderoso cólera do Dragão, contudo, com a preocupação de não olhar para o escudo da Medusa, o Cólera do Dragão não atinge o Cavaleiro de Perseu com todo o seu poder. Shiryu muda de tática: Tenta utilizar a tática que Perseu usou para derrotar a lendária Medusa, Shiryu tentou utilizar o reflexo do seu escudo para atacar Algol, mas, Algol já havia percebido a tática do Cavaleiro de Dragão e o atacou pelo alto de maneira implacável ferindo gravemente Shiryu. Mas Shiryu não desiste de lutar e utiliza uma venda nos olhos para tentar lutar frente a frente com o Cavaleiro de Perseu. Outro erro grave. Mesmo com os olhos fechados o poderoso escudo da Medusa atravessa as pálpebras e atinge (mesmo que parcialmente) os olhos do Cavaleiro de Dragão que recebeu um importante dano: O braço no qual carrega seu escudo do Dragão fica petrificado. Sendo assim Shiryu perde sua principal arma.
Quando Algol corre para desferir o golpe fatal em Shiryu de Dragão os Cavaleiros de Aço aparecem para salvá-lo.  Uma batalha dura entre os três Cavaleiros de Aço (Ushio do Mar, Shô do Céu e Daichi da Terra) e o Cavaleiro de Prata. Em um primeiro momento os Cavaleiros de Aço levaram a melhor, porém, Algol parece invencível e derrota os três cavaleiros de uma só vez utilizando seu golpe “Górgona Demoníaca”.Quando o Cavaleiro de Perseu iria dar o golpe final nos Cavaleiros de Aço, Shiryu intervém e o lembra de que a batalha entre eles ainda não havia acabado. Shiryu tomou uma decisão que apavorou Algol: Tirar sua própria visão para que o potente escudo da Medusa perdesse seu poder na batalha.

Perseu Retorna Para a Vingança

Perseu foi ressuscitado por Hades.
Algol volta a vida em forma de Espectro servindo a Hades na guerra santa. Ele vai até os Cinco Picos Antigos de Rozán na China procurar Shiryu para se vingar do combate em que foi derrotado, mas, desta vez Shiryu está muito mais forte e o derrota com extrema facilidade.


 Particularidades da Armadura de Perseu

Armadura de Perseu

- A armadura de Perseu está equipada com o Escudo da Medusa. O escudo possui o desenho da lendária Medusa e quando alguma pessoa olha diretamente nos olhos da Medusa ou para o escudo do Cavaleiro estará condenada a ficar petrificada para sempre.

Golpes


Górgona Demoníaca

Górgona demoníaca.


- Algol cria uma ilusão com Górgonas da Medusa (os cabelos do monstro) e enquanto seu desafiante tenta se livrar da armadilha imposta pelas Górgonas, o cavaleiro de Perseu desfere inúmeros chutes em todo corpo do adversário causando graves ferimentos.

O Mito de Perseu

Perseu foi um Herói da Mitologia grega, o filho de Zeus, rei do Olimpo e Dânae a filha mortal do Rei de Argos.Certa vez o Oracúlo contou ao Rei, que sua filha teria um filho e que ele seria morto por seu neto.  Enlouquecido aprisionou a filha e afastou todos os seus pretendentes. Porém Zeus a desejava transformou-se em chuva de ouro entrou na prisão e engravidou Dânae, que deu a luz a Perseu. Ao descobrir que fora enganado, o Rei trancou a filha e o neto numa arca de madeira e os lançou ao mar, na esperança de que se afogassem, porém Zeus lançou ventos favoráveis que levaram mãe e filho até a costa.
A arca foi parar na ilha de Sérifo e encontrada por um pescador, o rei desta ilha acolheu mãe e filho. Perseu cresceu forte e corajoso, e o Rei Polidectes acabou apaixonando-se por Dânae. Então com o intuito de afastar Perseu da mãe o rei propôs um desafio:
“- Perseu traga-me a cabeça de Medusa”.
Perseu derrota Medusa.
O jovem aceitou o desafio e partiu em busca do monstro, porém Medusa era tão cruel que quem olhasse em seu rosto transformava-se em pedra.  Como precisava de ajuda, Perseu recorreu aos Deuses. Atena (Deusa da Sabedoria) lhe deu uma espada e um escudo, Hades (o rei do mundo dos mortos) lhe deu um capacete que tornava invisível àquele que o usasse, Hermes (o mensageiro os Deuses) lhe deu sandálias aladas. Com isso Perseu poderia enfrentar Medusa.
Perseu venceu as Górgonas que protegiam o monstro e enquanto Medusa dormia a decapitou olhando sua imagem refletida no escudo de Atena.
Enquanto voltava para casa com a cabeça da Medusa dentro de um saco, Perseu deparou-se com uma jovem pendurada por correntes próxima ao mar, era Andrômeda, cuja mãe Cassiopéia, esposa do rei Cefeu, zombou dos Deuses e insinuou que sua filha seria mais bela que as Ninfas. Tal insinuação despertou a ira Poseidon que os castigou com uma inundação e libertou o Kraken para destruir o que sobrara da cidade.  A única maneira de parar a destruição seria sacrificar a Princesa Andrômeda, e foi o que os pais da bela jovem fizeram. Indignado ao ver esta situação, Perseu petrifica o monstro marinho utilizando a cabeça da Medusa e salva Andrômeda, com quem se casa depois.
Ao voltar para salvar a mãe que aguentava mais as investidas do rei Polidectes, deparou-se com inimigos que tentavam abusar de sua mãe, que fora se refugiar no templo de Atena. Perseu utilizando pela ultima vez a cabeça da Medusa petrificou os inimigos e entregou a cabeça a Atena, que a incrustou em seu escudo, onde ela se tornou o emblema da deusa para sempre. Perseu também devolveu os outros presentes dos Deuses, voltou para Grécia com sua esposa e mãe, onde restabeleceu contato com o Avô Acrísio e devolveu a ele o trono de Argos. Mas como previra o Oracúlo, Perseu acabou matando o avô acidentalmente em uma competição de lançamento de discos e com isso se concretizou a maldição que o velho rei tentara se livrar. Perseu não quis o trono, que era seu por direito, e construiu para si uma poderosa cidade, Micenas, onde ao lado de Andrômeda teve uma vida longa e feliz.

Ficha Técnica do Cavaleiro de Perseu

Nome: Algol de Perseu
Classificação: Cavaleiro de Prata
Nascimento: 11 de Novembro
Idade: 17 anos
Local de Nascimento: Arábia Saudita
Altura: 1, 88 m
Peso: 83 Kg
Treinamento: Austrália
Mestre: ? ? ?
Armadura: Perseu
Signo Zodiacal: Escorpião
Constelação Protetora: Perseus
Deus que Protege: Atena
Dublador: Cassius Romero

Fontes Consultadas:

http://pt.saintseiya.wikia.com/wiki/Algol_de_Perseu

http://snk-seiya.net/guiasaintseiya/D-Escudo-medusa.JPG

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/historia/0013.html

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/perseu.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Perseu

http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20120307205737/saintseiya/es/images/a/a4/Algol_vs_shiryu.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-errkhlFuD50/UAQq9VEpAEI/AAAAAAAACRI/ldyV8yQl5dU/s1600/[Wang]-ArgolSpectre.jpg

http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20120307205737/saintseiya/es/images/a/a4/Algol_vs_shiryu.jpg

http://www.shurasanctuary.kit.net/perseus.jpg

http://www.cavaleirosespaciais.xpg.com.br/argol%20de%20perseu(prata).jpg

http://4.bp.blogspot.com/X0fC0Q7_TsU/TgIwNbe_mkI/AAAAAAAABS0/pBgOtCMlR7s/s1600/Algol+de+Perseu.jpg

http://www.youtube.com/watch?v=MO0RhWse394

http://vignette3.wikia.nocookie.net/saintseya/images/6/6c/ESPECTRO_DE_PERSEU.png/revision/latest?cb=20151109001202&path-prefix=pt

http://images.uncyc.org/pt/thumb/7/7f/PERSEU.jpg/300px-PERSEU.jpg

http://3.bp.blogspot.com/-Q2XeybCG0Qo/Vdc_etjy4EI/AAAAAAAAIwc/X1zmW4FGFJg/s1600/d3307d415d78a326e8d1c23ea4ec3d7a.jpg


Por: Lúcio Nunes e Fernanda Nunes

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Arte com História: A feiticeira Circe

                                     

                              No episódio: A dona da ilha dos homens





      Nesse episódio Bolaños faz uma clara alusão ao mito da feiticeira Circe usando a personagem de Florinda Mesa como dona de uma prisão onde só os homens são prisioneiros. Tripa Seca (Ramón Valdez) quer fugir da ilha, mas seu colega (Carlos Villagrán) e o capataz (Ruben Aguirre) não querem deixar de jeito nenhum. Por isso, ele invoca o Chapolin Colorado para salvá-los. 




                                         Na história: Quem foi Circe?

          Circe é considerada uma das maiores feiticeiras na mitologia grega. Por ter matado seu marido o rei dos Sármatas foi obrigada a exilar-se na ilha de Eana, o que a fez ter um ódio mortal pelos homens. Aparece primeiramente na Odisséia de Homero onde conhece o herói Ulisses. Ulisses desembarca na ilha e manda 23 homens para verificar o local, ao se aproximarem de um palácio os homens viram- se cercados de leões, tigres e lobos. Todos esses animais eram na verdade homens que foram capturados pela linda feiticeira e transformados para defender a ilha.
          Ulisses teve de ir ao encontro dos companheiros, já que todos ficaram presos sobre os feitiços de Circe.
Chegando ao palácio Ulisses não sucumbiu aos poderes de Circe e avançou com a uma espada na intenção de matá-la, a jovem atordoada caiu de joelhos implorando clemência e ele então prometeu deixá-la viva se em troca fizesse um juramento onde libertaria todos os presos da ilha. Circe repetiu o juramento, prometendo ao mesmo tempo deixar que todos partissem.
           Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado para praia e todos foram tratados magnificamente durante vários dias a tal ponto que Ulisses pareceu ter-se esquecido da pátria e se resignado àquela vida inglória de ócio e prazer ao lado da feiticeira.

            Depois de terminar os preparativos Ulisses lembrou-se que precisava atravessar a região onde ficavam as sereias. Circe o aconselhou a colocar cera nos ouvidos e amarrar-se bem firme ao mastro do barco. Dessa maneira Ulisses e sua tripulação passam pelas sereias e voltam para casa. 


Por: Fernanda Nunes


Referências:

http://pt.acampamentomeiosangue.wikia.com/wiki/Circe

http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/2010/12/circe-deus-da-noite.html

https://www.youtube.com/watch?v=3IgsCMz2b6A



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cinema e História: uma viagem aos anos sessenta embalada pelas canções dos quatro garotos de Liverpool


Muitas histórias e canções contando os conturbados anos sessenta.
Obviamente, não sou um especialista em cinema, tão pouco um cinéfilo, porém, foi justamente por não deter estas características (que citei) que me propus a realizar um estudo mais aprofundado sobre esta arte na cadeira de “Cinema e Cultura”. É extremamente estranho começar um comentário sobre um filme explicando-se um não indicado para fazê-lo, mas, na minha visão, era necessária tal ressalva para que o leitor deste pequeno texto se situe dentro de minhas observações e ponderações.

Para ser sincero, há alguns anos atrás, conseguia assistir uma gama bem maior de filmes do que assisto hoje em dia (devido ao tempo reduzido pelos trabalhos da faculdade, emprego, etc), mas, desde quando comecei a observá-lo, dois aspectos são de extrema importância e chamam-me a atenção diretamente no cinema: A imagem e a fala.
Em um primeiro momento podemos observar que a imagem é carregada de significados, seja ela em qualquer apresentação que se dê (fotografia, pinturas, imagens em movimento, etc.). Ela é produzida com algum intuito e abrange de uma maneira mais fácil, diversas faixas de idade ou escolaridade e com isso é extremamente carregada de informações sejam elas culturais, imaginárias, ou ainda coisas do cotidiano (por exemplo, imagens de desenho para crianças do primeiro ano escolar auxiliam no processo pedagógico de ensino ou ainda pessoas analfabetas podem fazer análises de imagens sem que saibam ler e escrever, decifrar placas nas vias, como ponto de ônibus ou táxi por meras associações).
A imagem também evoca a memória em várias frentes, seja ela através de um retorno ao passado vivenciado, a um passado recente, ou a uma situação que nem foi vivida.
Quando falo em imagem em cinema, ela não é necessariamente uma fotografia estática, mas sim, uma imagem em movimento. É justamente a sequencia de imagens estáticas que desenvolverão o filme.
O cinema desenvolveu-se e aprimorou-se ao longo do tempo, principalmente pela agregação de novos adventos.
A fala nos primórdios do cinema era através da imagem (cinema mudo) e desenvolvia no seu espectador tudo o que relatei nas linhas acima.
Em relação à fala (pronunciada, falada propriamente dita) aparece em um segundo momento na História do Cinema: através dela é fornecida ao espectador outra possibilidade: a utilização de outros sentidos para assistir um filme através da audição. O cinema com esse novo advento acaba por lançar o público em uma possibilidade mais real de acompanhar a história que está sendo contada. Hoje em dia na geração 3D é possível até utilizar outros sentidos (tato ou olfato para ambientalizar uma cena).
A fala é o casamento perfeito com a imagem para auxiliar a compreensão do espectador frente à narrativa do filme, ou seja, o som potencializa o público a interpretar a cena de uma maneira diferenciada, já que o próprio som (seja ele qual for) pode modificar a maneira de como se está percebendo e construindo a história da cena (ou do filme como um todo).
Era necessária também essa breve explicação, pois, o filme que abordarei nas próximas linhas é de um gênero que utiliza a imagem (como todos os filmes), contudo, sua ênfase é na fala. Trata-se então do gênero musical.

Este gênero fílmico tem origem no teatro — drama de palco — em que desde a Grécia Antiga, artistas faziam colaborações entre teatro e música. O caráter performático de ambas exigia tanto um nível de interpretação dramática por parte do músico/cantor, quanto melodia por parte do ator (FARIAS, 2007, p. 2).

O Boom dos musicais ocorre principalmente em meados do século XX e desde então o gênero musical é amplamente produzido e consumido dentro da indústria cinematográfica (principalmente com o advento das animações).
Meus comentários serão referentes ao filme “Across The Universe”. Creio que o filme detém momentos geniais e abordagens sutis sobre diferentes temas. Não é minha intenção convencer alguém a gostar do filme, tão pouco pleitear por bandeiras (de qualquer assunto) abordadas no mesmo. Proponho-me a apenas relatar o filme e enfatizar alguns aspectos (aliás, consegui perceber alguns aspectos somente após rever o filme para redigir o presente texto, sendo que, já o havia assistido ao menos em três oportunidades).
O filme em si foi uma surpresa para mim. Detive o primeiro contato através de um trailer em um cinema. Por acaso, um dia passei em uma locadora e lá estava o DVD do filme me aguardando.
Procurarei dar uma visão geral do filme (enredo, contexto histórico, trilha sonora, crítica), pois, é impossível desvinculá-los.
O filme detém três focos: o primeiro seria contar uma linda história de amor. O segundo relatar em linhas gerais os conturbados anos sessenta e seu contexto histórico. O terceiro seria o casamento dos dois aspectos anteriores, só que com um plus a mais: um musical com releituras das canções da maior banda de rock de todos os tempos (obviamente, sob a minha visão) os Beatles.
Citando os focos principais, já adentro na abordagem do enredo, trilha sonora e do contexto histórico do filme. A história de amor é atravessada diversas vezes pelo momento histórico em que se passa o filme e a música que é reproduzida auxilia o espectador a compreender o que se passa. O filme se passa na Inglaterra e nos Estados Unidos e conta a historia de Jude, um jovem estivador inglês, fruto de um romance da Segunda Guerra Mundial. Jude não conhece o pai e descobre que este trabalha na Universidade de Princeton e parte para os Estados Unidos com o intuito de conhecê-lo.
Após encontrar o pai, Jude conhece um estudante da universidade (Max) e se torna seu melhor amigo. Max vai buscar sua irmã (Lucy) na escola com Jude levando-os para casa para a comemoração do dia de ação de graças. Jude apaixona-se por Lucy e a partir daí desenrola-se toda a história.
De acordo com minhas pesquisas, a diretora do filme (Julie Taymor) vivenciou a época em que o filme se passa, sendo assim, obviamente, é perceptível que a diretora aborda questões que lhes são importantes e relata a história através de suas vivências e experiências. Por isso, citei que apenas relataria o filme independente dos aspectos que este aborda, pois, há uma inclinação política visível durante o musical.
Os pontos que me chamaram a atenção no musical são vários: desde o figurino até as canções propriamente ditas.
Para quem é fã dos Beatles já são notáveis as referências ao pegar o DVD na mão, afinal, o filme é intitulado “Across The Universe” uma canção da banda. Max, Lucy, Jude, Prudence e outros personagens são referências a outras canções do quarteto de Liverpool, aliás, algumas dessas canções (que são nomes dos personagens) não aparecem no musical.
A amizade instantânea de Max e Jude também pode ser um lembrete direto da amizade de Lennon e McCartney.
O filme também discute o padrão “comportado” e o “rebelde” oscilando uma canção com dois estilos musicais diferentes (do pop ao rock and roll).
De maneira extremamente sutil, a diretora incluiu no filme a questão homossexual, utilizando uma música ou frases aleatórias em determinadas canções. 
A referência ao feriado do “dia de ação de graças” que detém grande importância nos Estados Unidos também é frisado de maneira clara.
O debate entre qual carreira um jovem deve seguir ou não, também ganha espaço no filme.
Outro ponto enfatizado na obra são os movimentos e protestos dos anos sessenta. No filme é apresentada a luta dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos através de canções e aparições momentâneas de Martin Luther King. Foi na década de 1960 que os negros asseguraram o fim oficial da segregação racial no país através da aprovação de leis (com a Lei de Direito ao Voto, por exemplo).
Também é abordada a questão da Guerra do Vietnã. Protestos contra a guerra são praticamente corriqueiros no filme, aliás, fazem parte do contexto principal abordado. Através desses protestos é possível notar os movimentos (pacifistas e não pacifistas) frente às decisões do governo americano. Questionamentos sobre os jovens que vão para o front também são levantados no musical (seja ela por jovens que vão para guerra e morrem nos campos de batalha, ou por jovens que voltam feridos do combate ou com sequelas físicas e psicológicas).
O assunto “sexo e drogas” também se faz presente no filme. Não é de uma maneira explícita, contudo, por diversas vezes os personagens utilizam drogas ilícitas, por exemplo. O movimento Hippie e a psicodelia também são retratados na película (inclusive com a participação do cantor Bono Vox, da banda U2)

Jo-Jo, Sadie e Jude.

Outras referências aparecem no filme, mas, dificilmente o espectador perceberá de “primeira”. O personagem Jo-Jo e a personagem Sadie são referências diretas aos cantores Jimmy Hendrix e Janis Joplin. Há também referências a filmes clássicos como “Titanic”, possivelmente pela simpatia da diretora com esses cantores e filmes.
No tocante as releituras o filme (atrevo-me a dizer) é genial. A última aparição pública dos Beatles é referenciada através de duas canções no filme. Quem é fã da banda irá reconhecer este momento a primeira vista.
Aliás, creio que o ponto máximo deste filme fica a cargo das releituras musicais. A diretora poderia simplesmente reproduzir as canções dos Beatles utilizando os arranjos originais e só. A grande jogada do filme é justamente alterar os arranjos procurando dramatizar ou ambientalizar à discussão e o enredo da cena através da canção. Sem contar que as vozes dos artistas para cada canção foram escolhidas de maneira magistral.
Não é preciso ler o texto todo para chegar à conclusão de que sou fã dos Beatles e fã do filme referido. O que mais me chamou a atenção em produzir esse trabalho foi justamente, ver o filme de outra maneira: vi o filme no idioma original e procurei analisar de fato o que estava vendo. Fazendo esse exercício acabei percebendo que há inúmeras sutilezas no objeto fílmico que por vezes passa despercebido.

Ficha Técnica do Filme

Filme: Across The Universe
Gênero: Musical
Elenco: Jim Sturgess,  Evan Rachel Wood, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther Maccoy, T.V. Carpio, Bono Vox
Direção:
Julie Taymor
Roteiro:
Julie Taymor, Dick Clement
Idioma:
Inglês
País:
Inglaterra/Estados Unidos
Fotografia: Bruno Delbonnel
Trilha Sonora: 
Elliot Goldenthal
Ano: 2007
Duração: 2h 14min

Referências:

FARIAS, Marina Fernanda Veiga dos Santos. A importância da trilha sonora como elemento comunicacional na composição de musicais: uma análise do filme “Moulin Rouge – Amor em vermelho”. Alagoas: XIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, 2011, p. 1 – 4
Disponível digitalmente em: < http://intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2011/resumos/R28-0113-1.pdf > Acessado em: 11 de Abril de 2015.

MOREIRA, Alice Grobberio. Resenha do filme “Across The Universe”. Fevereiro de 2015.
Disponível digitalmente em: < https://beatlescollege.wordpress.com/2015/02/13/across-the-universe-filme-completo-legendado/ > Acessado em: 11 de Abril de 2015.

FORLANI, Marcelo. Análise do Filme Across The Universe. Dezembro de 2007.
Disponível digitalmente em: < http://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/across-the-universe/ > Acessado em: 11 de Abril de 2015.

CAESAR, Demetrius. Crítica ao Filme Across The Universe. Novembro de 2007.
Disponível Digitalmente em: < http://www.cineplayers.com/critica/across-the-universe/1175 > Acessado em: 11 de Abril de 2015.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-42806/

Fonte das Imagens:

http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9xwzvfDFf1r2ckk7o1_500.gif

http://img09.deviantart.net/b7fa/i/2008/138/a/4/across_the_universe_wallpaper_by_tamachan87.jpg

http://images5.fanpop.com/image/photos/27600000/Across-the-Universe-musical-films-27638795-1280-720.jpg

https://ocinefilodigital.files.wordpress.com/2011/03/acrossuniversesoundtrack.jpg

http://images.allfreedownload.com/images/graphiclarge/movie_tape_icon_144163.jpg

http://2.bp.blogspot.com/_KPYCtUH42o/VQD5rbfia_I/AAAAAAAAWm8/zdTaORL8mOM/s1600/cinema.jpg

Por: Lúcio Nunes

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Oficina de Mitologia - Encontro 4 - Última parte. (Metodologia)

- Em forma de entrevista, o aluno apresentará o deus contemporâneo que criou e responderá a questionamentos do âncora, que no caso, será o professor estagiário (Uma espécie Talk Show do Olimpo);

- Breve dissertação acerca dos quatro encontros (O que houve de contribuição nos encontros para seus conhecimentos sobre o tema proposto);

Por: Lúcio Nunes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Oficina de Mitologia - Encontro 3 (Metodologia)

- Apresentação dos jogos produzidos pelos alunos e aplicação dos mesmos com os colegas;

- Início da produção da tarefa para o quarto encontro e último encontro: Criação de um deus explicando algo dentro da contemporaneidade (tecnologia, comida, fenômenos, etc) e criação de uma carta explicativa (um mito) para esse deus (exemplo: origem desse deus, sua influência na humanidade);

Por: Lúcio Nunes