quinta-feira, 30 de abril de 2015

Renascimento


O Renascimento foi um movimento cultural europeu em que houve uma substituição de valores (morais, sociais, econômicos) dentro do modelo de tradições medievais para um novo modelo que hoje conhecemos como “moderno”.
Esse movimento buscou inspiração nos padrões idealizados na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma). Essa ideologia das sociedades antigas acabou por fomentar o “Renascimento” do homem, estimulando novos questionamentos, redefinindo conceitos “absolutos”, modificando sua forma de ver o mundo. Toda essa inspiração veio por meio de análises de textos latinos e gregos que o tempo ainda não havia deturpado.

Mona Lisa: produzida por Leonardo Da Vinci

O período Renascentista foi predominante entre os séculos XV e XVI, principalmente na Itália, centro irradiador desse movimento nas artes, na literatura, na política e na religião, nos aspectos sócio-culturais. É da Itália que o Renascimento se propaga para todo o continente europeu.
No período em questão, a política ganhava contornos de centralização, economia urbana de natureza mercantil, surgimento de patrocinadores das artes (mecenas ou mecenato) e dos criadores da mesma.
É na perspectiva do movimento Renascentista que surge uma ideologia contrária a ideologia feudal (o teocentrismo): o humanismo ou antropocentrismo. Esta ideologia prega que o homem seja o centro do universo. Priorizando assim, a razão em detrimento de explicações divinas ou metafísicas.
Dentro da perspectiva humanista, seria necessário dinamizar o currículo científico das universidades medievais, ou seja, incluir outras áreas do conhecimento (história, filosofia, poesia) com base nos moldes da Antiguidade Clássica.
A reflexão humanista acerca da sociedade, da cultura, das artes e das ciências medievais levou a profundas e consideráveis críticas acompanhadas de soluções de caráter antropocêntrico em oposição ao teocentrismo ortodoxo defendido pelos teólogos e pela Igreja, que se viam ameaçadas por esta onda de inovações perturbadoras da ordem social estabelecida.
O movimento humanista preocupava-se em oferecer novos valores, novas oportunidades ao homem que lentamente começa a indagar-se a respeito do mundo a sua volta tornando-se mais atuante, mais participativo desejoso do saber técnico/teórico fundamental para que a experimentação prática fosse bem sucedida.

Referências:
ARAÚJO, Leonel Martins. EUROPA RENOVADA: RENASCIMENTO E HUMANISMO - DO MANEIRISMO AO BARROCO. Faculdade Católica de Uberlândia v.3 n.5 - Jan /Jul. 2011.
Disponível digitalmente em:
http://catolicaonline.com.br/revistadacatolica2/artigosn4v2/11-historia.pdf

SANTANA, Ana Lúcia. RENASCIMENTO.
Disponível digitalmente em:
http://www.infoescola.com/movimentos-culturais/renascimento/

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/02/monalisa.jpg

Por: Lúcio Nunes

Os Cavaleiros e a Mitologia - Quem São Os Cavaleiros de Prata?


Os Cavaleiros de Prata.

Por classificação, esses cavaleiros são da classe intermediária dos defensores da deusa Atena.  São os guerreiros que cumprem ordens do Santuário e são enviados para missões especiais fora dele (Já que os cavaleiros de Ouro devem guardar as suas casas no santuário).
Esses cavaleiros são enviados pelo santuário para destruírem os cavaleiros de bronze e consequentemente a fundação Graad (Fundação presidida por Saori Kido à reencarnação da deusa Atena na Terra). Essas batalhas desencadeiam a futura disputa das doze casas entre cavaleiros de bronze e cavaleiros de ouro.

Referência da Imagem:

https://www.jovanellimodelismo.com.br/image/data/404/prataa.jpg

Por: Lúcio Nunes

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Economia do Brasil no Século XIX


Representação da chegada da corte portuguesa.

Ao final do período colonial, o Brasil encontrava-se em um emaranhado de sistemas, alguns com alguma vitalidade no sentido de mobilização e outros praticamente abandonados à própria sorte. Basicamente, a balança econômica pendia para a extração do ouro e a plantação de cana-de-açúcar.
No início do século XIX, houve transformações significativas no modelo político da Europa e consequentemente afetou a colônia brasileira. Um exemplo: a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a chegada da família real, vieram os tratados, a partir de 1810 (juntamente com a abertura dos portos), que beneficiaram estrangeiros (como a Inglaterra que se tornou uma grande potência no período) e ao mesmo tempo impunha um limite ao Brasil, economicamente falando.
A mineração no início do século XIX atingiu o seu mais baixo rendimento em virtude do esgotamento das jazidas brasileiras. No Brasil, não havia desenvolvimento industrial, pois a atividade era proibida desde 1785. O comércio, antes da abertura dos portos, era restrito ao monopólio da Metrópole. A atividade de transportes dependia de péssimas estradas que encareciam os produtos.
Um dos fatores que incentivaram a vinda da Família Real ao Brasil, foi o Tratado de Fontainebleau, que estabelecia a divisão das colônias portuguesas entre França e Espanha, o que apressou a decisão de Dom João. A vinda da Família garantiu a instalação da indústria no Brasil e o acesso inglês ao mercado consumidor brasileiro, fortalecendo o comércio da colônia. Um grande número de firmas inglesas se estabeleceram no Brasil para difundir o consumo de artigos provindos da Inglaterra. A sede da família real fora instalada no Rio de Janeiro, e assim a capital passa de Salvador para o Rio de Janeiro, modificando o quadro econômico das duas cidades.
Após o período da independência (1822), o Brasil herda a dívida de Portugal e ainda paga uma indenização ao governo português, contraindo uma dívida maior. Sem uma base econômica definida, o que se conhecia como plano econômico até então era a exploração da metrópole sobre a colônia. A classe dominante pós o processo de independência seria a dos Senhores donos das terras.
Devido a altos impostos, os Senhores da terra, a classe dominante até então, entram em um conflito diplomático com a Inglaterra. Os pagamentos desses impostos gerariam um corte, uma drástica redução nos lucros dessa classe, e um imenso desafio para o governo brasileiro.
No início do século XIX a economia brasileira resumia-se em exportar basicamente produtos primários, já que não havia alternativa a altura da estrutura econômica do Estado.
Para conquistar o mercado externo e alavancar suas exportações, era necessária uma reorganização dentro do Estado e um incentivo à produção. O Açúcar era o principal produto do Brasil, juntamente com o algodão; porém, o mercado europeu estava cada vez menos atraído por esse produto. A Inglaterra possuía colônias que faziam o abastecimento desse produto, os Estados Unidos encontrava-se em franca expansão e contavam ainda com a produção cubana. Quanto ao algodão, as previsões de mercado eram piores: Os Estados Unidos possuíam um grande contingente de escravos para a produção e tarifas extremamente baixas em relação às brasileiras para a exportação. Contavam também com terras de primeira qualidade. O algodão brasileiro só volta à cena principal no mercado mundial quando ocorre a guerra da secessão.
Nos anos trinta já se pode ter uma noção do que viria a ser o principal produto de exportação brasileiro: O café.

Esse produto viria a ser o terceiro maior exportador do Brasil (atrás do Açúcar e do Algodão) e serviria como uma saída para o declínio dos produtos citados acima, tanto na questão de ocupação das terras, que eram propícias para o cultivo, quanto para a alternância e revigoramento da economia brasileira. Além das vantagens citadas, tendo a região sudeste como principal produtora, outra vantagem era a proximidade com o litoral e a facilidade de transporte (geralmente em lombo de mulas). Em um primeiro momento houve a utilização massiva do trabalho escravo na produção cafeeira e inicialmente o surgimento de uma classe de empresários que posteriormente viriam a ser um importante pilar para a manutenção da economia brasileira.
No começo do Segundo Reinado, a principal região produtora do café era a do Vale do Paraíba. Um fato importante ocorreu com o processo de solidificação do café como principal produto de exportação do Brasil: A Lei que proibia o tráfico de escravos para o Brasil (Lei Eusébio de Queirós). Essa lei foi fortemente incentivada desde a década de 1830 pela Inglaterra, porém, só foi aprovada em meados do século XIX (4 de setembro de 1850). Ainda não era uma campanha explícita do abolicionismo no país, contudo, era um aceno de que a escravidão tinha seus dias contados perante o mesmo.
Aumento demográfico na Europa e conflitos na mesma levaram a uma espécie de “fuga”, onde houve grande número de imigrantes que tomaram o rumo da América. O Brasil recebeu uma pequena parcela desse contingente, e assim pôde começar a substituir o braço escravo na lavoura por um trabalhador assalariado que recebia terra para o plantio do café, recebia a passagem do governo brasileiro para adentrar no país (Para a miscigenação da população, aumento demográfico e oportunidades de trabalho) e ainda recebia uma participação nos lucros da colheita (nem sempre de forma justa). 

Fazenda de café no interior de São Paulo.

Essas medidas adotadas pelo governo brasileiro ficaram conhecidas pelo nome de “Política de Terras”. A região sudeste era a mais próspera, sendo a província de São Paulo a mais importante do Estado (A província de São Paulo era responsável por metade das exportações de café no Brasil).
A Partir da década de 1880 o Vale do Paraíba já não produzia como antigamente, mas o Brasil continuava a expandir a produção cafeeira: havia um melhoramento nas técnicas do plantio, uma maneira de aproveitar a terra por muito mais tempo. Com o mercado do café em expansão, a economia brasileira ganhou tons complexos e com diversas mudanças. Substituição do transporte do café (antes utilizados por lombos de mulas ou bois como já foi citado) por trens (primeiras ferrovias começavam a ser construídas). Nos portos começavam a surgir navios a vapor, substituindo os barcos à vela. A circulação de mercadoria ocorria de uma maneira muito mais rápida e eficaz, com preços bem mais acessíveis. A mão-de-obra livre crescia junto com o mercado consumidor, o que possibilitou o crescimento também de indústrias principalmente na região Sudeste.  Essas indústrias produziam basicamente produtos têxteis, alimentícios, mobiliários, gráficas, vestuário, entre outros. O capital comercial e financeiro também ganhou tons de expansão com a fundação de companhias de comércio, armazéns e bancos.
Após a expansão no período monárquico, veio a Primeira República.  Aproveitando o período de progresso, o novo governo procurou manter tal situação e lançou a política que ficou conhecida como "Encilhamento". Essa política consistiu em emitir uma quantia três vezes maior de papel e dinheiro do que já circulava no país, contemplando assim as sociedades anônimas e ampliando a especulação no mercado. O objetivo dessa política era atender as demandas de créditos dos empresários, posteriormente resultou em uma inflação sem precedentes para a época e consequentemente em várias falências.

Dentro desse período verifica-se um processo de crise internacional, recessão na Europa, que atinge os Estados Unidos (Principal consumidor do café brasileiro) e posteriormente atinge o Brasil. Além das crises citadas, o Brasil passava por diversas revoltas, uma grande crise política, onde o presidente eleito Deodoro da Fonseca renunciou do cargo passando o poder para Floriano Peixoto.
Prudente de Morais assumiu a presidência em 1894 em meio ao caos. A inflação era alarmante a os conflitos entre florianistas e monarquistas ainda estavam acesos. Foi Floriano Peixoto quem assinou (Juntamente com o seu sucessor Prudente de Morais) uma moratória com credores europeus, um empréstimo de 10 milhões de libras esterlinas. O pagamento da dívida seria realizado em três anos, e a amortização em dez anos. Campos Sales adotou uma política deflacionária aumentando os impostos federais, visando a preservação da indústria e da agricultura no país. A partir de 1906 uma nova política fora adotada, mais especificamente voltada para o café, a Política de Valorização. O objetivo dessa política eram basicamente restabelecer o equilíbrio. O governo compraria todo o excedente financiado com empréstimos estrangeiros; para solucionar a longo prazo, os governos estaduais deveriam desencorajar a produção. Obviamente, não foi o que aconteceu. Se há uma enorme produção com o governo bancado, visando ganhar mais, os produtores produziam cada vez mais. O ápice da tragédia para os produtores e para o governo foi o "Crash" de 1929 onde houve a ruptura do modelo de desenvolvimento industrial baseado no capital cafeeiro.

CONCLUSÃO

 O presente texto aborda de maneira sucinta a evolução econômica, principalmente com a substituição da produção subsidiária de matérias-primas por uma produção que ganharia destaque mundial, no caso a produção cafeeira, e como a mesma contribuiu para o desenvolvimento tecnológico do país em diversos campos, como nos transportes e no campo industrial.

Referências:

COSTA, Emília Viotti Da. Da Monarquia a República: momentos decisivos. São Paulo: Editora Ciências Humanas, 1979. p. 138 - 193 (Texto 4 e 5).

MARQUESE, Rafael. O Vale do Paraíba Escravista e a Formação do Mercado Mundial do Café no século XIX. p. 339 - 383 (Texto 7).

NETO, José Miguel Arias. Primeira República: Economia Cafeeira Urbanização e Industrialização. p. - 191 - 229. (Texto 13).

VALLADARES, Eduardo Montechi. O Declínio do Império - O Advento da República. p. 334 - 368 (Texto 9).

http://estudosdiplomaticos.blogspot.com/2009/08/economia-brasileira-no-seculo-xix-1.html

http://www.renovatus.com.br/wp-content/uploads/2011/11/baner-cafe.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEip-tZJdTGTdjPjhpqt1MiY0wNmbzx0GAaRhWU3fFKDwrNQv0HGhwk8o21zBrk0g5V_C2zUY4krgi2JVvC6kU9VU7kWR_s2VBXfCApj2Y-KFD1fgNdH1kmnMcnn5qp-NV6NqRdBFHHV1Jw/s400/fazenda-de-cafe-sao-paulo.jpg

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Por: Lúcio Nunes

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Como seria a vida na Terra se não houvesse gravidade?

Senhoras e senhores como seria a vida na Terra sem a gravidade? Certamente esse dia não seria nada fácil.  Primeiramente a gravidade é o que nos prende ao chão. Do contrário os carros, as pessoas, os móveis, animais, tudo que existe na Terra “escaparia” para o Espaço.
Além do problema das perdas materiais, dois fatores seriam vitais para que a vida na Terra deixasse de existir: As águas dos mares e dos oceanos não iriam ficar presas a terra tão pouco existiria a atmosfera no nosso Planeta.
Para clarear um pouco mais a explicação, imagine a Lua, ela é como um planeta sem gravidade. Por isso, ela não detém atmosfera, nem rios ou mares e o principal: a vida.

Fontes Consultadas:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/sem-gravidade.htm

Por: Lúcio Nunes

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Invasões Bárbaras

De acordo com alguns historiadores, é possível entender a decadência do Império Romano a partir de três análises: A análise Internalista, a análise Externalista e a análise Conciliadora.
Pela ótica Internalista possivelmente o Império Romano declinou devido a problemas de estrutura interna, ou seja, por problemas dentro do próprio império. Um exemplo poderia ser as constantes disputas políticas.

De acordo com a visão Externalista seria justificada a partir de problemas que adentraram no Império, mas, que, não “existiam” propriamente em Roma, o cristianismo e as invasões bárbaras são exemplos.
A análise Conciliadora atribui a queda do Império Romano a fatores externos e internos, na verdade, essa análise é uma soma das duas análises anteriores
Um dos aspectos acima foi de extrema importância para a queda do Império Romano: As invasões bárbaras. Essas invasões foram promovidas pelos bárbaros (povos que não habitavam o Império Romano e não falavam o latim). É nesse período que começava a surgir os primeiros contornos do que viria ser conhecida, posteriormente, como Idade Média.
Os bárbaros habitavam regiões que faziam fronteira com o Império Romano e sua invasão ocorreu em processo lento, porém, contínuo.
O enfraquecimento do aparelho militar romano, somando-se as guerras existentes no império, propiciaram que os romanos realizassem diversos acordos com os bárbaros que poderiam viver dentro dos limites do império, em troca, os bárbaros realizavam a proteção das fronteiras. Esses bárbaros que tratavam acordos com os romanos e viveram dentro do território do império eram conhecidos como federados.
Somente nos séculos IV e V que esse processo de invasão ganhou feições mais conflituosas. Houve então, uma intensificação no processo das incursões bárbaras no império romano, culminando na deposição do último imperador romano em 476 d.c.

Principais povos bárbaros que invadiram o Império Romano


Os povos em questão estavam divididos em três grupos:
Germanos: visigodos, ostrogodos, vândalos, lombardos, anglos, saxões, entre outros.
Eslavos: russos, poloneses, bósnios, entre outros.
Tártaros Mongóis: hunos, alanos, húngaros, entre outros.
O processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.

Fontes:

FABER, Marcos Emílio Ekerman. O nascimento da Idade Média a partir da análise comparativa das obras: Passagens da antiguidade ao feudalismo e Declínio e queda do Império Romano. Revista Historiador Especial Número 1, Julho de 2010.

www.dialetico.com – Os povos bárbaros

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http://img.historiadigital.org/2009/11/Invasoes-Barbaras.jpg


Por: Lúcio Nunes

sábado, 29 de novembro de 2014

Bolaños: o homem que virou lenda

Quem me conhece sabe que, o blog que criei junto com minha irmã, serve para postar histórias de diversas épocas, diversos contextos, diversas paixões.
Hoje, quando abri o jornal, não senti vontade de lê-lo. Quando entrei nas redes sociais, tive vontade de sair imediatamente de lá. Liguei o vídeo game, mas, a graça de jogar estava fora do ar também. Fui concluir o relatório de estágio, porém, antes liguei a tv e acabei por cair em um episódio da turma do Chaves “Seu Madruga Professor”. Ao final desse episódio, o professor Linguiça (quero dizer, o professor Girafales) disse que “a base para construir um futuro melhor são as crianças”.
Seu Madruga, Kiko e Chaves.
Concordo plenamente com isso, e é por isso, que, quero seguir a profissão de professor.
Hoje, tudo está sem graça. Roberto Bolaños nos deixou para atuar em outros palcos. Esse é o motivo do meu desânimo pra tudo. Uma das nossas paixões na vida (minha e de minha irmã) é assistir aquele menino pobre, que atende pelo apelido carinhoso de Chavinho.
Perdi a conta de quantas vezes eu mandei uma mensagem para minha irmã dizendo: “Já chegou o disco voador!”
Posteriormente recebia a resposta: “CADÊ? ONDE ESTÁ? FALA LOGO, ANDA DIZ QUE SIM, VAI SIIIIIIIIIIMMMMMMM!”
Sabemos de cor e salteado a hora que o Seu Madruga vai apanhar, que o Kiko vai chorar ou que o Chaves vai tomar um cascudo, mas e daí? Eu dou risada até chorar ainda.
O menino pobre que pode ser visto em todos os cantos da América (e do mundo) foi retratado com maestria por Chespirito. E o que falar de um super herói fora dos padrões de coragem de Hollywood que sempre enfrentava as situações do cotidiano com sua astúcia?
Escrevo essas linhas tortas (e por vezes mal acentuadas), pois, aqui nesse blog, utilizamos algumas referências trabalhadas por Bolaños em seus episódios com panos de fundo históricos na série do Chapolin Colorado.
Chespirito não era “apenas” quem interpretava o Chaves ou o Chapolin, ele era o criador da maioria dos personagens das séries.
Episódio da Branca de Neve e os  7 anões.
Como esquecer o Riacho Molhado, o Tripa Seca, o Chinesinho, a Rosa Rumorosa, o menino que jogava brinquedos na rua para ganhar brinquedos novos, o Poucas Trancas, o pirata Alma Negra, o Jaiminho carteiro ou o Godinez? São tantos!
Vendo as criações de Bolaños aprendi que algumas pessoas “se aproveitam da nobreza” e da bondade de outras (mas, não misture-se com essa gentalha). Contudo, palma, palma, palma, não priemos canico, pois, as pedras que caem do céu não são pedras são AÉROLITOS!
Se nos escapam palavras para definir o que sentimos nesse momento, basta dizer: tchurin tchurin tchun fly.
A tristeza de todos os fãs da série que Bolaños liderava é propagada com mais intensidade, pois, ele fez parte da infância de muitissíssíssíssíssímaaaaas crianças, ainda faz, e por muitas gerações fará.
Mas o que importa? (COMA TORTA!). Bem, para os que são ligadas as pequenas coisas da vida, a partida de Bolaños importa sim.
É isso que o Chaves passa para o público: a felicidade está nas pequenas coisas. Apesar de todas as dificuldades, o Chaves é otimista, e é feliz (mesmo que com pouco e zás, e zás, e zás).
É muita barriga senhor tristeza (digo, muita tristeza senhor Barriga E Pesado), mas, essa pancada não doeu apenas no senhor.
Termino esse breve texto com as palavras ditas por Bolaños quando o Canal Bio fez sua biografia:
Eu que ia chegando tranquilo ao final da minha vida terrena, comecei a duvidar: será que não há um refúgio para a alma? Que morrer é deixar de existir? Será que a existência não tem a transcendência que me fizeram acreditar? Não, isso não. Por favor, eu com meu livre arbítrio me atrevo a dizer: Deus deve haver um erro e me perdoe Senhor se com isso te incomodo, entretanto, de algum jeito preciso falar: não me venha falar que aqui acaba tudo. (BOLAÑOS, 2012)

O homem não é eterno, mas, produz histórias eternas. Vai em paz, Gênio! ‪#‎IssoIssoIsso

Fontes:





Por: Lúcio Nunes

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dica de Filmes: "Roma: Construindo um Império"

Documentário do History Channel que trata questões centrais de como Roma tornou-se um vasto e poderoso império. Também são trabalhados no filme animações das construções romanas, vida e morte dos principais imperadores, descobertas contemporâneas sobre o império romano e feitos importantes dessa civilização que deixou um legado importante para a humanidade.

Segue o documentário em questão no link abaixo.


Fonte:

YouTube

Por: Lúcio Nunes


A Vida Cotidiana em Roma


 Os romanos costumavam; acordar com o raiar do dia. As lojas em Roma abriam cedo e as crianças costumavam comprar pães ou bolinhos na ida para a escola. Às oito horas, abriam-se os bancos e as repartições públicas. Na praça central, ou fórum, localizavam-se as lojas, repartições e outros negócios, o que dava um aspecto movimentado e barulhento ao lugar. O trabalho ia até o meio-dia, quando tudo fechava para o almoço e, no verão, dormia-se um pouco, fazendo-se uma sesta. O almoço era uma refeição leve: pão, azeitonas, queijo, nozes, figos secos e algo para beber. Havia quem levasse uma marmita e comesse seu almoço na rua, ou assistindo a uma luta de gladiadores no anfiteatro.
Tudo reabria depois do almoço e à tarde, ia-se tomar banho nas termas públicas, edifícios elaborados onde se podia banhar de graça em banheiras de água fria e quente. Em muitas termas havia salas de ginástica , passeios a sombra de árvores, salões, que podiam ser usados mediante pagamento. Em geral, primeiro banhavam-se as pessoas de posses, entre as duas e as quatro da tarde. Após o expediente, vinham banhar-se os mais humildes. Esses banhos, não esqueça, não eram como as nossas duchas, eram banhos em água fria e quente, em banheiras coletivas. À noite, havia a principal refeição do dia, a ceia. Os pobres contentavam-se com pão, vegetais e vinho de segunda. Os que podiam tinham longas ceias, que duravam várias horas e que tinham três pratos: uma entrada, o prato principal, com algum tipo de carne, e a sobremesa, frutas frescas ou doces.
A vida na cidade era movimentada, o burburinho das ruas era sentido por todos. Os romanos adotaram o sistema de cidades planejadas em tabuleiro tanto por influência grega como, principalmente, por direta transposição dos esquemas dos acampamentos militares. Diversas cidades conservam até hoje o traçado das ruas estabelecido pelos romanos, ao menos em sua área central).


A cidade planejada contava com duas avenidas principais, que se cruzavam de norte a sul (cardo) e de leste a oeste (decumanus). A partir delas, seguiam-se ruas paralelas. Havia os principais edifícios públicos, que organizavam o espaço urbano: fórum (mercado), basílica (edifício administrativo), um ou mais templos, termas (banhos públicos), latrinas, teatros. As aulas eram, muitas vezes, dadas aos alunos em um dos cômodos do fórum. Por toda a cidade, espalhavam-se lojas, como padarias e bares. Na periferia, localizavam-se o anfiteatro, para as diversões, locais de treinamento físico, hortas e, às vezes, depósitos de lixo. A cidade era cercada por uma muralha e a entrada restringia-se a grandes portas. As paredes das cidades estavam sempre cobertas com cartazes eleitorais, pedindo  voto para os candidatos aos diversos cargos municipais.
A cidade era dos vivos e, por isso, os mortos eram enterrados, ou suas cinzas depositadas, em monumentos funerários além-muros.
As cidades estavam ligadas entre si por uma rede de estradas enorme. As estradas eram utilizadas principalmente para a movimentação de tropas militares e do correio.


A música no cotidiano romano

Os romanos apropriaram-se da música grega, especialmente após conquistar a região da Magna Grécia e esta se tornarem uma província romana.
Provavelmente, a cultura grega substituiu (ou misturou-se) a cultura dos etruscos (tribo que habitava a península itálica antes da formação cidade de Roma).
Entre os instrumentos da cultura romana destacam-se: a fístula (uma espécie de flauta), a tuba (trombeta), a cítara, a buzina (trombeta circular em forma de “G”), entre outros instrumentos de sopro e percussão (como o tambor).
Esses instrumentos eram utilizados para cerimônias religiosas, estatais e militares. Sabendo disso, podemos perceber que, a música fazia parte da vida e das manifestações públicas em Roma.

A música entre os imperadores

Nero tocando sua lira durante o famoso incêndio em Roma.

Nero foi o primeiro imperador a se interessar pela música. Estudou com um dos melhores músicos da época (Terpo) e venceu diversos concursos (competindo inclusive com diversos reis). Depois de Nero, todos os imperadores romanos foram músicos, cantores ou dançarinos. 
Os romanos inventaram apenas um instrumento musical: a cornamusa (uma gaita rústica).

Fontes:

http://4.bp.blogspot.com/mqQBwKPMXIY/UClL8GHIW8I/AAAAAAAAOSU/XB4-vN74_3s/s1600/1_pompeia_cotidiano.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-1pD28eCCf8I/Ux8DzfIhaI/AAAAAAAAncw/lyfsVrNfB2M/s1600/nero.jpg

FUNARI. Pedro Paulo. Grécia e Roma: A vida Cotidiana. São Paulo: contexto. 2002, p. 108 – 111.


LOBO. Luiz. A música em Roma – www.wooz.org.br/musicamerom.htm

Por: Lúcio Nunes

A Sociedade em Roma

A sociedade romana possuía duas grandes divisões visíveis ao longo de toda a sua História: a primeira seria entre “cidadãos” e “não-cidadãos”. Já a segunda, é classificada entre os “livres” (de nascimento ou ex-escravos) e “não-livres” (escravos).
Apesar dessa “grande divisão”, a sociedade romana permitia certa mobilidade (ascensão social), onde, por exemplo, um escravo poderia deixar essa situação e possuir posses e até mesmo se tornar um dono de escravo.
Os cidadãos (como veremos adiante) poderiam desempenhar funções militares, públicas, e religiosas. Os não-cidadãos, não tinham essas possibilidades.
As mulheres não eram consideradas cidadãs, porém, eram ativas na vida pública (escreviam poemas, participavam na campanha a cargos públicos) e na vida doméstica (o cotidiano do lar).
Dentro das divisões citadas no início do texto, existiam agrupamentos, ordens ou os chamados grupos sociais. Os principais grupos em Roma eram: os Patrícios, os Clientes, os Plebeus e os Escravos.
Os Patrícios (ou nobres) eram os cidadãos romanos de fato, pois, julgavam-se serem descendentes diretos dos criadores de Roma. Tinham direito de vida e morte sobre os membros de sua gens (família), eram grandes proprietários de terras (mas não praticavam o comércio como os Clientes), exerciam os mais altos cargos no exército, na política, na religião e na legislação de Roma. Detinham muita riqueza e um grande número de escravos. Os Patrícios figuravam o topo da pirâmide social de Roma.

Pirâmide social romana.

Os Plebeus eram homens livres. Poderiam ter propriedades, pagavam tributos (altos impostos que deixavam os plebeus ameaçados pela escravidão), eram recrutados para o exército romano, inicialmente não poderiam desempenhar funções públicas e não eram considerados cidadãos, mas, súditos de Roma (isso ocorreu no período monárquico, posteriormente, após séculos de protestos, conseguiram aumentar seus direitos, tornando-se cidadãos). Dedicavam-se ao artesanato, comércio, trabalhos agrícolas. Apesar da conotação de pobreza, existiam plebeus com certa riqueza.
Os Clientes também eram homens livres. Diferentemente dos Plebeus, os Clientes mantinham relações diretas com os Patrícios: apoiavam os Patrícios enquanto classe dominante. Serviam o exército no lugar dos Patrícios e também prestavam serviços pessoais. Geralmente, essa atitude dos Clientes era apoiada por interesses próprios ou por possíveis favorecimentos (materiais, econômicos, judiciais, políticos, entre outros) que recebiam de seus padrinhos (os Patrícios).
Os Escravos eram tratados como propriedades. O número de escravos no período monárquico era baixo, contudo, com a expansão territorial de Roma, houve um aumento considerável (prisioneiros de guerra). Além disso, como já citado, Plebeus acabavam por serem escravos quando não conseguiam saldar as dívidas (de impostos) com o estado romano ou com algum indivíduo abastado. Trabalhavam em serviços domésticos, artesãos, secretários, professores, músicos, entre outras funções.

Fontes:

FUNARI. Pedro Paulo. Grécia e Roma: A sociedade romana. São Paulo: contexto. 2002, p. 93 – 97.

http://historiandonanet07.files.wordpress.com/2011/04/roma03.jpg

Por: Lúcio Nunes

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Os Períodos da História de Roma: Monarquia, República e Império.

O que é Monarquia?


Forma de governo em que o rei (imperador, sultão) é o chefe de estado. O rei assume o trono pela sucessão hereditária e o seu caráter é vitalício, com exceção nas monarquias eletivas.

A coroa real é um dos principais símbolos da Monarquia.

Monarquia Romana (753 a.C – 509 a.C)

Funções do Rei: Executiva, judicial e religiosa e legislativa (seu poder era limitado, já que, o senado poderia intervir nas leis formuladas pelo rei).
Funções do Senado (homens de origem nobre e patrícios): Eleição de um novo rei (em caso de morte do rei, o povo elegia um rei e o senado o validava), Conselheiro do rei (mas, não limitativo, o rei era livre para não aceitar os conselhos do senado).

Cúria: Formada pela gens (família ligada a uma autoridade política). Validavam as leis promulgadas pelo rei ou senado.

Monarquias nos dias atuais

Monarquia Eletiva: Elege o rei através de um parlamento ou conselho. Nos dias atuais temos como exemplo: Vaticano e Emirados Árabes.

Monarquia Absoluta: Todo poder se concentra nas mãos do rei. Exemplo nos dias atuais: Arábia Saudita.

Monarquia Parlamentar: O rei é chefe de estado, contudo, não governa, não executa leis, e nem as cria. É rei da nação e não do governo. Exemplo: Inglaterra.

O que é República?

Forma de governo em que o chefe de estado está sob a figura do presidente ou primeiro-ministro. Este chefe é eleito pelo povo (eleições diretas) ou por um parlamento (eleições indiretas) e desempenhará suas funções (executivas) por um tempo determinado.


Na constituição, consta os direitos, deveres e procedimentos que os cidadãos e o  governo deverão seguir.

República Romana (509 a.C – 27 a.C)

Funções do Senado (Cerca de 300 patrícios): Era a força central do governo de Roma. Além de criar leis, fiscalizava o poder executivo (exercido pelos cônsules) através de procuradores (ou Questores, primeiro cargo político na república romana). O cargo era vitalício e geralmente formado por ex-questores. Fiscalizavam finanças e visavam garantir a tradição religiosa em Roma.

Consulado: Os cônsules (eram geralmente dois) detinham um poder semelhante ao antigo rei (mas eram limitados pelo Senado). Presidiam o cargo por um ano.

Ditador: Eleito pelo cônsul em épocas de crise. Possuía poder absoluto (sem limitações). Ficavam no cargo por seis meses.

Pretores: Comandavam o poder judiciário. Até 337 a.C o cargo era destinado a famílias patrícias, posteriormente a essa data, também destinado aos plebeus (cidadãos romanos).

República nos dias atuais

República presidencialista: O presidente é o chefe do estado e possui considerável autonomia. A população (conforme a lei) escolhe esse representante. Exemplo: Brasil, Estados Unidos.

República parlamentarista: O chefe do governo é o primeiro-ministro. O presidente é um cargo cerimonial. A eleição pode ser indireta (por um colegiado ou parlamento). Exemplo: Itália e Alemanha.

O que é império?


É um estado vasto que é composto por diversos povos onde um deles exerce a função de “Povo Principal”. Com a sua expansão de territórios, adquire diversas identidades culturais e o seu poder é centralizado na figura do imperador.

Nero: Um famoso imperador de Roma.

Império Romano (27 a.C – 476 d.C)

É atribuído o termo “Império” a reorganização política que Roma sofreu no período que sucedeu a república (apesar de na época da república já existir uma expansão territorial de Roma).

Imperador: O primeiro imperador de Roma foi Otavio. Este recebeu do Senado a cognome Augustus para designar as várias concentrações de poder (líder do senado, máximo sacerdote, general de tropas).

Funções do Senado: O senado foi reduzido para sessenta membros e apesar de continuarem aparentemente atuante suas ações eram comandadas pelo imperador. Os eleitos para o senado eram os homens de confiança do imperador, mesmo assim, o senado começou a perder a força política que possuía antes dessa organização de governo.

Império nos dias atuais

O chefe de estado japonês (Akihito) é o único designado por imperador nos dias atuais. O Japão é governado por uma monarquia constitucional que é liderada por um primeiro-ministro.

Fontes:

MALUF, Sahid. Teoria Geral do Estado. São Paulo Saraiva, 1993, p. 183 – 192.

Roma: da Monarquia à República – www.casadehistoria.com.br




Por: Lúcio Nunes