quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Oficina de Mitologia - Encontro 1 (Metodologia)

Mito x Mitar

Mitar (nos dias atuais) - Fazer algo incrível que nenhuma pessoa havia feito ou pensado até então. Tornar algo “histórico” ou simplesmente inesquecível para quem tiver contato com o assunto em questão.

Mito na perspectiva da Mitologia - Se formos analisar a palavra mitologia, veremos que, Mito vem do grego mythos e significa narrar, conversar ou anunciar e logia que deriva do grego logos o que seria algo em torno do que entendemos por razão. É perceptível então, que o mito é o ato de passar oralmente adiante um fato ocorrido, uma história. Quem transmitia esse fato para outro indivíduo detinha o carimbo da veracidade, pois, este era um emissário dos deuses que possuía a missão de contar eventos passados e a origem de tudo. A mitologia procura a responder todos os anseios humanos.

Teorias sobre as origens da Mitologia

Teoria Histórica – Os personagens mitológicos eram seres humanos reais, porém, com o passar do tempo, as histórias (e os contos) ganharam acréscimos (fantásticos) ou embelezamentos (artísticos, filosóficos, históricos).
Teoria Alegórica – Os mitos eram alegóricos e simbólicos, ou seja, as histórias possuíam algo que deveria ser ensinado (algo filosófico, moral, religioso ou histórico). Com o passar dos anos, as alegorias e símbolos foram deixados de lado e interpretados como literalmente um fato.
Teoria Física – As divindades da mitologia estavam ligados a coisas reais, ou seja, era a personificação das coisas (sejam elas naturais ou artificiais). 

A origem do Universo segundo a Mitologia

*Hesíodo > Poeta grego que viveu no século VIII a.C
> Obra mais conhecida = Teogonia (theos = deus + genea = origem).
>Tal obra relata como surgiu o universo e consequentemente o mundo a partir dos primeiros deuses. É o relato mais antigo da mitologia.

* A origem de tudo = Caos
*Os gregos não chegaram a ideia de um deus criador, pois, perceberam que tudo existia, embora regido por uma única força vital, as “coisas” detinham inúmeras formas que se diferenciavam um da outra.

* O Caos seria a mistura primordial dos elementos e isso possibilitou a criação de tudo, inclusive da vida na Terra.
*São inúmeras as versões sobre a origem do universo, vamos verificar uma delas.

*Caos (Káhos) – Primeira divindade a existir. Todos os elementos encontram-se nele, porém, ainda carecia uma organização.
* Do Caos surgem: Gaia (Terra), Eros (O amor inicial ou impulso para a criação do universo), Nix (noite), Érebo (escuridão) e Tártaro (O mais profundo abismo existente).
*Gaia gera sozinha (através de partes de si mesma) Urano (Céu), Pontos (as águas existentes) e Montes (Montanhas).
*Nix e Érebo geram Hemera (dia) e Éter (Ar elevado e puro respirado pelos deuses, algo que não possui limites).
*Gaia e Pontos geram cinco filhos, entre eles Nereu (deus primitivo do mar, representado por ancião) e Taumante (divindade marinha que viria a ser mensageira dos Titãs na guerra contra os deuses olimpianos).

*Um ponto em comum nas várias versões sobre a origem dos deuses primordiais é o casamento entre Gaia e Urano. Desse casamento nascem 18 filhos:

Titãs

Oceano (Circundava o mundo)
Céos (Inteligência)
Crio (Inverno)
Hipérion (Fogo astral)
Jápeto (Tempo de vida, mortalidade violenta)
Cronos (Tempo)

Titânidas

Febe (Lua)
Mnemosine (Memória)
Reia (Rainha dos Titãs)
Têmis (Ordem, leis e costumes)
Tétis (Mar)
Teia (Visão e Luz)

Ciclopes (Imortais de um só olho no meio da testa)

Arges (Turbilhão)
Brontes (Trovão)
Estéropes (Relâmpago)

Hecatônquiros (Possuíam cem mãos e cinquenta braços)

Briareu (o vigoroso)
Coto (o furioso)
Giges (grandes braços e pernas)

*Da união de Gaia Urano > Crueldade do deus do Céu, pois, este ocupava toda a extensão da Terra, não deixando um mínimo espaço entre eles. Sendo assim, Gaia não poderia gerar mais nenhuma criatura e acaba por sofrer com as dores dos seres em suas entranhas.

*Cansada de sofrer com as terríveis dores, Gaia forja uma foice e oferta a seu mais novo filho, Cronos (que detinha ódio do pai), para que em um momento oportuno golpeie Urano acabando com o tormento de sua mãe.
Cronos o faz com sucesso e usurpa o trono do pai, mas, é advertido que sofrerá do mesmo mal com algum de seus futuros filhos.

* Na próximo encontro, cada aluno deve trazer alguma referência sobre o tema mitologia que está presente no seu cotidiano.

Por: Lúcio Nunes

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Renascimento (Parte 2)

Arte Renascentista

Escultura – Tudo leva a crer que, a escultura seja a arte que melhor representa o movimento Renascentista. Isso devido ao fato de que as esculturas humanas ganharam um papel de destaque nas obras dos escultores. Devido à utilização de proporções geométricas precisas, as esculturas podem ser observadas em todos os ângulos.
Dentre os destaques para a escultura no período Renascentista, podemos frisar a utilização da expressão corporal (dando equilíbrio à obra), as expressões das esculturas, e a volta do uso do nu nas esculturas (valorizando o naturalismo).

Pintura – A pintura Renascentista é famosa pela inclusão de dois novos aspectos na arte da produção de telas:
- A reprodução de espaços existentes (reais) em lugares planos, potencializando a ideia de profundidade e de volume, auxiliado pela oscilação de cores (frias e quentes) que destacam aspectos importantes em detrimento de elementos secundários na obra.  A utilização de luz, também permite simular distâncias, permitindo assim, uma proximidade com a realidade.
- Utilização de tinta a óleo. O desenvolvimento dessa técnica possibilitou uma melhor qualidade na produção, aumentando os níveis de realidade nas obras e dando-lhes uma maior durabilidade.

Renascimento Científico

A produção de conhecimento do período conhecido como Idade Média era permeada de informações e explicações extraídas das escrituras sagradas ou por textos produzidos pelo Clero (em linhas gerais).
A possibilidade da crítica em relação às ideologias existentes surgiu no período Renascentista. É nesse momento em que há uma busca maior por respostas a questionamentos mal explicados ou ainda não explicados, uma valorização da ciência e da experimentação. Esses fatos destacados até aqui, possibilitaram um grande avanço científico (na astronomia, na medicina, por exemplo).
Na astronomia podemos destacar a comprovação da teoria Heliocentrica (teoria essa que defendia o fato de que a Terra girava em torno do sol, derrubando a teoria geocêntrica) desenvolvida por Nicolau Copérnico e comprovada por Galileu Galilei. Johanes Kepler também foi notório na astronomia, já que, comprovou (retomando a teoria de Copérnico) que não apenas a Terra girava em torno do Sol, mas sim, todos os demais planetas do sistema solar.
Dentro da medicina, foram várias descobertas, principalmente pelo método de dissecação de cadáveres, tornando possível assim, o aprofundamento do estudo da Anatomia e desvendando estruturas que formavam o corpo humano.
Como vimos, o homem desse período buscou na experimentação e no argumento racional a forma de explicar o mundo a sua volta.

Renascimento Comercial e Urbano

Em um primeiro momento, é possível responsabilizar a efervescência comercial européia após o fortalecimento das relações comerciais entre o Oriente e a Europa após a chamada “quarta cruzada”. Nesse período, houve a possibilidade de distribuição de mercadorias orientais no continente europeu. O contato com o luxo oriental, também fomentou o desejo consumista europeu.
No período final da Idade Média, a Europa passava por profundas modificações nos campos políticos, econômicos e sociais. O comércio começa a se fortalecer e burguesia começa a surgir. Dentro desses aspectos citados, é dado o início do desenvolvimento das cidades.
Em linhas gerais, as cidades começaram a prosperar a partir dos Burgos (pequenas fortificações onde eram realizadas trocas de produtos de um feudo com outro feudo).
As relações econômicas começaram a crescer nessas fortificações devido ao comércio, levando pessoas a abandonar a vida no campo e migrar para essas “cidades”.
Com o aumento demográfico das cidades, os padrões de vida foram modificando-se conforme o tempo passava, com isso, houve o surgimento de novas profissões (corporações de ofício e guildas), ofertas de emprego, e por consequência, uma intensificação do uso das moedas.
Nesse período surgem os banqueiros para proteger o dinheiro da emergente burguesia. Demais formas financeiras foram introduzidas no período citado, com o cheque, por exemplo.

Dicas de Vídeos no You Tube





Referências:




Por: Lúcio Nunes

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Renascimento


O Renascimento foi um movimento cultural europeu em que houve uma substituição de valores (morais, sociais, econômicos) dentro do modelo de tradições medievais para um novo modelo que hoje conhecemos como “moderno”.
Esse movimento buscou inspiração nos padrões idealizados na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma). Essa ideologia das sociedades antigas acabou por fomentar o “Renascimento” do homem, estimulando novos questionamentos, redefinindo conceitos “absolutos”, modificando sua forma de ver o mundo. Toda essa inspiração veio por meio de análises de textos latinos e gregos que o tempo ainda não havia deturpado.

Mona Lisa: produzida por Leonardo Da Vinci

O período Renascentista foi predominante entre os séculos XV e XVI, principalmente na Itália, centro irradiador desse movimento nas artes, na literatura, na política e na religião, nos aspectos sócio-culturais. É da Itália que o Renascimento se propaga para todo o continente europeu.
No período em questão, a política ganhava contornos de centralização, economia urbana de natureza mercantil, surgimento de patrocinadores das artes (mecenas ou mecenato) e dos criadores da mesma.
É na perspectiva do movimento Renascentista que surge uma ideologia contrária a ideologia feudal (o teocentrismo): o humanismo ou antropocentrismo. Esta ideologia prega que o homem seja o centro do universo. Priorizando assim, a razão em detrimento de explicações divinas ou metafísicas.
Dentro da perspectiva humanista, seria necessário dinamizar o currículo científico das universidades medievais, ou seja, incluir outras áreas do conhecimento (história, filosofia, poesia) com base nos moldes da Antiguidade Clássica.
A reflexão humanista acerca da sociedade, da cultura, das artes e das ciências medievais levou a profundas e consideráveis críticas acompanhadas de soluções de caráter antropocêntrico em oposição ao teocentrismo ortodoxo defendido pelos teólogos e pela Igreja, que se viam ameaçadas por esta onda de inovações perturbadoras da ordem social estabelecida.
O movimento humanista preocupava-se em oferecer novos valores, novas oportunidades ao homem que lentamente começa a indagar-se a respeito do mundo a sua volta tornando-se mais atuante, mais participativo desejoso do saber técnico/teórico fundamental para que a experimentação prática fosse bem sucedida.

Referências:
ARAÚJO, Leonel Martins. EUROPA RENOVADA: RENASCIMENTO E HUMANISMO - DO MANEIRISMO AO BARROCO. Faculdade Católica de Uberlândia v.3 n.5 - Jan /Jul. 2011.
Disponível digitalmente em:
http://catolicaonline.com.br/revistadacatolica2/artigosn4v2/11-historia.pdf

SANTANA, Ana Lúcia. RENASCIMENTO.
Disponível digitalmente em:
http://www.infoescola.com/movimentos-culturais/renascimento/

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/02/monalisa.jpg

Por: Lúcio Nunes

Os Cavaleiros e a Mitologia - Quem São Os Cavaleiros de Prata?


Os Cavaleiros de Prata.

Por classificação, esses cavaleiros são da classe intermediária dos defensores da deusa Atena.  São os guerreiros que cumprem ordens do Santuário e são enviados para missões especiais fora dele (Já que os cavaleiros de Ouro devem guardar as suas casas no santuário).
Esses cavaleiros são enviados pelo santuário para destruírem os cavaleiros de bronze e consequentemente a fundação Graad (Fundação presidida por Saori Kido à reencarnação da deusa Atena na Terra). Essas batalhas desencadeiam a futura disputa das doze casas entre cavaleiros de bronze e cavaleiros de ouro.

Referência da Imagem:

https://www.jovanellimodelismo.com.br/image/data/404/prataa.jpg

Por: Lúcio Nunes

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Economia do Brasil no Século XIX


Representação da chegada da corte portuguesa.

Ao final do período colonial, o Brasil encontrava-se em um emaranhado de sistemas, alguns com alguma vitalidade no sentido de mobilização e outros praticamente abandonados à própria sorte. Basicamente, a balança econômica pendia para a extração do ouro e a plantação de cana-de-açúcar.
No início do século XIX, houve transformações significativas no modelo político da Europa e consequentemente afetou a colônia brasileira. Um exemplo: a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a chegada da família real, vieram os tratados, a partir de 1810 (juntamente com a abertura dos portos), que beneficiaram estrangeiros (como a Inglaterra que se tornou uma grande potência no período) e ao mesmo tempo impunha um limite ao Brasil, economicamente falando.
A mineração no início do século XIX atingiu o seu mais baixo rendimento em virtude do esgotamento das jazidas brasileiras. No Brasil, não havia desenvolvimento industrial, pois a atividade era proibida desde 1785. O comércio, antes da abertura dos portos, era restrito ao monopólio da Metrópole. A atividade de transportes dependia de péssimas estradas que encareciam os produtos.
Um dos fatores que incentivaram a vinda da Família Real ao Brasil, foi o Tratado de Fontainebleau, que estabelecia a divisão das colônias portuguesas entre França e Espanha, o que apressou a decisão de Dom João. A vinda da Família garantiu a instalação da indústria no Brasil e o acesso inglês ao mercado consumidor brasileiro, fortalecendo o comércio da colônia. Um grande número de firmas inglesas se estabeleceram no Brasil para difundir o consumo de artigos provindos da Inglaterra. A sede da família real fora instalada no Rio de Janeiro, e assim a capital passa de Salvador para o Rio de Janeiro, modificando o quadro econômico das duas cidades.
Após o período da independência (1822), o Brasil herda a dívida de Portugal e ainda paga uma indenização ao governo português, contraindo uma dívida maior. Sem uma base econômica definida, o que se conhecia como plano econômico até então era a exploração da metrópole sobre a colônia. A classe dominante pós o processo de independência seria a dos Senhores donos das terras.
Devido a altos impostos, os Senhores da terra, a classe dominante até então, entram em um conflito diplomático com a Inglaterra. Os pagamentos desses impostos gerariam um corte, uma drástica redução nos lucros dessa classe, e um imenso desafio para o governo brasileiro.
No início do século XIX a economia brasileira resumia-se em exportar basicamente produtos primários, já que não havia alternativa a altura da estrutura econômica do Estado.
Para conquistar o mercado externo e alavancar suas exportações, era necessária uma reorganização dentro do Estado e um incentivo à produção. O Açúcar era o principal produto do Brasil, juntamente com o algodão; porém, o mercado europeu estava cada vez menos atraído por esse produto. A Inglaterra possuía colônias que faziam o abastecimento desse produto, os Estados Unidos encontrava-se em franca expansão e contavam ainda com a produção cubana. Quanto ao algodão, as previsões de mercado eram piores: Os Estados Unidos possuíam um grande contingente de escravos para a produção e tarifas extremamente baixas em relação às brasileiras para a exportação. Contavam também com terras de primeira qualidade. O algodão brasileiro só volta à cena principal no mercado mundial quando ocorre a guerra da secessão.
Nos anos trinta já se pode ter uma noção do que viria a ser o principal produto de exportação brasileiro: O café.

Esse produto viria a ser o terceiro maior exportador do Brasil (atrás do Açúcar e do Algodão) e serviria como uma saída para o declínio dos produtos citados acima, tanto na questão de ocupação das terras, que eram propícias para o cultivo, quanto para a alternância e revigoramento da economia brasileira. Além das vantagens citadas, tendo a região sudeste como principal produtora, outra vantagem era a proximidade com o litoral e a facilidade de transporte (geralmente em lombo de mulas). Em um primeiro momento houve a utilização massiva do trabalho escravo na produção cafeeira e inicialmente o surgimento de uma classe de empresários que posteriormente viriam a ser um importante pilar para a manutenção da economia brasileira.
No começo do Segundo Reinado, a principal região produtora do café era a do Vale do Paraíba. Um fato importante ocorreu com o processo de solidificação do café como principal produto de exportação do Brasil: A Lei que proibia o tráfico de escravos para o Brasil (Lei Eusébio de Queirós). Essa lei foi fortemente incentivada desde a década de 1830 pela Inglaterra, porém, só foi aprovada em meados do século XIX (4 de setembro de 1850). Ainda não era uma campanha explícita do abolicionismo no país, contudo, era um aceno de que a escravidão tinha seus dias contados perante o mesmo.
Aumento demográfico na Europa e conflitos na mesma levaram a uma espécie de “fuga”, onde houve grande número de imigrantes que tomaram o rumo da América. O Brasil recebeu uma pequena parcela desse contingente, e assim pôde começar a substituir o braço escravo na lavoura por um trabalhador assalariado que recebia terra para o plantio do café, recebia a passagem do governo brasileiro para adentrar no país (Para a miscigenação da população, aumento demográfico e oportunidades de trabalho) e ainda recebia uma participação nos lucros da colheita (nem sempre de forma justa). 

Fazenda de café no interior de São Paulo.

Essas medidas adotadas pelo governo brasileiro ficaram conhecidas pelo nome de “Política de Terras”. A região sudeste era a mais próspera, sendo a província de São Paulo a mais importante do Estado (A província de São Paulo era responsável por metade das exportações de café no Brasil).
A Partir da década de 1880 o Vale do Paraíba já não produzia como antigamente, mas o Brasil continuava a expandir a produção cafeeira: havia um melhoramento nas técnicas do plantio, uma maneira de aproveitar a terra por muito mais tempo. Com o mercado do café em expansão, a economia brasileira ganhou tons complexos e com diversas mudanças. Substituição do transporte do café (antes utilizados por lombos de mulas ou bois como já foi citado) por trens (primeiras ferrovias começavam a ser construídas). Nos portos começavam a surgir navios a vapor, substituindo os barcos à vela. A circulação de mercadoria ocorria de uma maneira muito mais rápida e eficaz, com preços bem mais acessíveis. A mão-de-obra livre crescia junto com o mercado consumidor, o que possibilitou o crescimento também de indústrias principalmente na região Sudeste.  Essas indústrias produziam basicamente produtos têxteis, alimentícios, mobiliários, gráficas, vestuário, entre outros. O capital comercial e financeiro também ganhou tons de expansão com a fundação de companhias de comércio, armazéns e bancos.
Após a expansão no período monárquico, veio a Primeira República.  Aproveitando o período de progresso, o novo governo procurou manter tal situação e lançou a política que ficou conhecida como "Encilhamento". Essa política consistiu em emitir uma quantia três vezes maior de papel e dinheiro do que já circulava no país, contemplando assim as sociedades anônimas e ampliando a especulação no mercado. O objetivo dessa política era atender as demandas de créditos dos empresários, posteriormente resultou em uma inflação sem precedentes para a época e consequentemente em várias falências.

Dentro desse período verifica-se um processo de crise internacional, recessão na Europa, que atinge os Estados Unidos (Principal consumidor do café brasileiro) e posteriormente atinge o Brasil. Além das crises citadas, o Brasil passava por diversas revoltas, uma grande crise política, onde o presidente eleito Deodoro da Fonseca renunciou do cargo passando o poder para Floriano Peixoto.
Prudente de Morais assumiu a presidência em 1894 em meio ao caos. A inflação era alarmante a os conflitos entre florianistas e monarquistas ainda estavam acesos. Foi Floriano Peixoto quem assinou (Juntamente com o seu sucessor Prudente de Morais) uma moratória com credores europeus, um empréstimo de 10 milhões de libras esterlinas. O pagamento da dívida seria realizado em três anos, e a amortização em dez anos. Campos Sales adotou uma política deflacionária aumentando os impostos federais, visando a preservação da indústria e da agricultura no país. A partir de 1906 uma nova política fora adotada, mais especificamente voltada para o café, a Política de Valorização. O objetivo dessa política eram basicamente restabelecer o equilíbrio. O governo compraria todo o excedente financiado com empréstimos estrangeiros; para solucionar a longo prazo, os governos estaduais deveriam desencorajar a produção. Obviamente, não foi o que aconteceu. Se há uma enorme produção com o governo bancado, visando ganhar mais, os produtores produziam cada vez mais. O ápice da tragédia para os produtores e para o governo foi o "Crash" de 1929 onde houve a ruptura do modelo de desenvolvimento industrial baseado no capital cafeeiro.

CONCLUSÃO

 O presente texto aborda de maneira sucinta a evolução econômica, principalmente com a substituição da produção subsidiária de matérias-primas por uma produção que ganharia destaque mundial, no caso a produção cafeeira, e como a mesma contribuiu para o desenvolvimento tecnológico do país em diversos campos, como nos transportes e no campo industrial.

Referências:

COSTA, Emília Viotti Da. Da Monarquia a República: momentos decisivos. São Paulo: Editora Ciências Humanas, 1979. p. 138 - 193 (Texto 4 e 5).

MARQUESE, Rafael. O Vale do Paraíba Escravista e a Formação do Mercado Mundial do Café no século XIX. p. 339 - 383 (Texto 7).

NETO, José Miguel Arias. Primeira República: Economia Cafeeira Urbanização e Industrialização. p. - 191 - 229. (Texto 13).

VALLADARES, Eduardo Montechi. O Declínio do Império - O Advento da República. p. 334 - 368 (Texto 9).

http://estudosdiplomaticos.blogspot.com/2009/08/economia-brasileira-no-seculo-xix-1.html

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Por: Lúcio Nunes

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Como seria a vida na Terra se não houvesse gravidade?

Senhoras e senhores como seria a vida na Terra sem a gravidade? Certamente esse dia não seria nada fácil.  Primeiramente a gravidade é o que nos prende ao chão. Do contrário os carros, as pessoas, os móveis, animais, tudo que existe na Terra “escaparia” para o Espaço.
Além do problema das perdas materiais, dois fatores seriam vitais para que a vida na Terra deixasse de existir: As águas dos mares e dos oceanos não iriam ficar presas a terra tão pouco existiria a atmosfera no nosso Planeta.
Para clarear um pouco mais a explicação, imagine a Lua, ela é como um planeta sem gravidade. Por isso, ela não detém atmosfera, nem rios ou mares e o principal: a vida.

Fontes Consultadas:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/sem-gravidade.htm

Por: Lúcio Nunes

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Invasões Bárbaras

De acordo com alguns historiadores, é possível entender a decadência do Império Romano a partir de três análises: A análise Internalista, a análise Externalista e a análise Conciliadora.
Pela ótica Internalista possivelmente o Império Romano declinou devido a problemas de estrutura interna, ou seja, por problemas dentro do próprio império. Um exemplo poderia ser as constantes disputas políticas.

De acordo com a visão Externalista seria justificada a partir de problemas que adentraram no Império, mas, que, não “existiam” propriamente em Roma, o cristianismo e as invasões bárbaras são exemplos.
A análise Conciliadora atribui a queda do Império Romano a fatores externos e internos, na verdade, essa análise é uma soma das duas análises anteriores
Um dos aspectos acima foi de extrema importância para a queda do Império Romano: As invasões bárbaras. Essas invasões foram promovidas pelos bárbaros (povos que não habitavam o Império Romano e não falavam o latim). É nesse período que começava a surgir os primeiros contornos do que viria ser conhecida, posteriormente, como Idade Média.
Os bárbaros habitavam regiões que faziam fronteira com o Império Romano e sua invasão ocorreu em processo lento, porém, contínuo.
O enfraquecimento do aparelho militar romano, somando-se as guerras existentes no império, propiciaram que os romanos realizassem diversos acordos com os bárbaros que poderiam viver dentro dos limites do império, em troca, os bárbaros realizavam a proteção das fronteiras. Esses bárbaros que tratavam acordos com os romanos e viveram dentro do território do império eram conhecidos como federados.
Somente nos séculos IV e V que esse processo de invasão ganhou feições mais conflituosas. Houve então, uma intensificação no processo das incursões bárbaras no império romano, culminando na deposição do último imperador romano em 476 d.c.

Principais povos bárbaros que invadiram o Império Romano


Os povos em questão estavam divididos em três grupos:
Germanos: visigodos, ostrogodos, vândalos, lombardos, anglos, saxões, entre outros.
Eslavos: russos, poloneses, bósnios, entre outros.
Tártaros Mongóis: hunos, alanos, húngaros, entre outros.
O processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.

Fontes:

FABER, Marcos Emílio Ekerman. O nascimento da Idade Média a partir da análise comparativa das obras: Passagens da antiguidade ao feudalismo e Declínio e queda do Império Romano. Revista Historiador Especial Número 1, Julho de 2010.

www.dialetico.com – Os povos bárbaros

http://www.submit.10envolve.com.br/uploads/7de6f8d45efaabf15ec5965eec370b13.jpg

http://img.historiadigital.org/2009/11/Invasoes-Barbaras.jpg


Por: Lúcio Nunes

sábado, 29 de novembro de 2014

Bolaños: o homem que virou lenda

Quem me conhece sabe que, o blog que criei junto com minha irmã, serve para postar histórias de diversas épocas, diversos contextos, diversas paixões.
Hoje, quando abri o jornal, não senti vontade de lê-lo. Quando entrei nas redes sociais, tive vontade de sair imediatamente de lá. Liguei o vídeo game, mas, a graça de jogar estava fora do ar também. Fui concluir o relatório de estágio, porém, antes liguei a tv e acabei por cair em um episódio da turma do Chaves “Seu Madruga Professor”. Ao final desse episódio, o professor Linguiça (quero dizer, o professor Girafales) disse que “a base para construir um futuro melhor são as crianças”.
Seu Madruga, Kiko e Chaves.
Concordo plenamente com isso, e é por isso, que, quero seguir a profissão de professor.
Hoje, tudo está sem graça. Roberto Bolaños nos deixou para atuar em outros palcos. Esse é o motivo do meu desânimo pra tudo. Uma das nossas paixões na vida (minha e de minha irmã) é assistir aquele menino pobre, que atende pelo apelido carinhoso de Chavinho.
Perdi a conta de quantas vezes eu mandei uma mensagem para minha irmã dizendo: “Já chegou o disco voador!”
Posteriormente recebia a resposta: “CADÊ? ONDE ESTÁ? FALA LOGO, ANDA DIZ QUE SIM, VAI SIIIIIIIIIIMMMMMMM!”
Sabemos de cor e salteado a hora que o Seu Madruga vai apanhar, que o Kiko vai chorar ou que o Chaves vai tomar um cascudo, mas e daí? Eu dou risada até chorar ainda.
O menino pobre que pode ser visto em todos os cantos da América (e do mundo) foi retratado com maestria por Chespirito. E o que falar de um super herói fora dos padrões de coragem de Hollywood que sempre enfrentava as situações do cotidiano com sua astúcia?
Escrevo essas linhas tortas (e por vezes mal acentuadas), pois, aqui nesse blog, utilizamos algumas referências trabalhadas por Bolaños em seus episódios com panos de fundo históricos na série do Chapolin Colorado.
Chespirito não era “apenas” quem interpretava o Chaves ou o Chapolin, ele era o criador da maioria dos personagens das séries.
Episódio da Branca de Neve e os  7 anões.
Como esquecer o Riacho Molhado, o Tripa Seca, o Chinesinho, a Rosa Rumorosa, o menino que jogava brinquedos na rua para ganhar brinquedos novos, o Poucas Trancas, o pirata Alma Negra, o Jaiminho carteiro ou o Godinez? São tantos!
Vendo as criações de Bolaños aprendi que algumas pessoas “se aproveitam da nobreza” e da bondade de outras (mas, não misture-se com essa gentalha). Contudo, palma, palma, palma, não priemos canico, pois, as pedras que caem do céu não são pedras são AÉROLITOS!
Se nos escapam palavras para definir o que sentimos nesse momento, basta dizer: tchurin tchurin tchun fly.
A tristeza de todos os fãs da série que Bolaños liderava é propagada com mais intensidade, pois, ele fez parte da infância de muitissíssíssíssíssímaaaaas crianças, ainda faz, e por muitas gerações fará.
Mas o que importa? (COMA TORTA!). Bem, para os que são ligadas as pequenas coisas da vida, a partida de Bolaños importa sim.
É isso que o Chaves passa para o público: a felicidade está nas pequenas coisas. Apesar de todas as dificuldades, o Chaves é otimista, e é feliz (mesmo que com pouco e zás, e zás, e zás).
É muita barriga senhor tristeza (digo, muita tristeza senhor Barriga E Pesado), mas, essa pancada não doeu apenas no senhor.
Termino esse breve texto com as palavras ditas por Bolaños quando o Canal Bio fez sua biografia:
Eu que ia chegando tranquilo ao final da minha vida terrena, comecei a duvidar: será que não há um refúgio para a alma? Que morrer é deixar de existir? Será que a existência não tem a transcendência que me fizeram acreditar? Não, isso não. Por favor, eu com meu livre arbítrio me atrevo a dizer: Deus deve haver um erro e me perdoe Senhor se com isso te incomodo, entretanto, de algum jeito preciso falar: não me venha falar que aqui acaba tudo. (BOLAÑOS, 2012)

O homem não é eterno, mas, produz histórias eternas. Vai em paz, Gênio! ‪#‎IssoIssoIsso

Fontes:





Por: Lúcio Nunes

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dica de Filmes: "Roma: Construindo um Império"

Documentário do History Channel que trata questões centrais de como Roma tornou-se um vasto e poderoso império. Também são trabalhados no filme animações das construções romanas, vida e morte dos principais imperadores, descobertas contemporâneas sobre o império romano e feitos importantes dessa civilização que deixou um legado importante para a humanidade.

Segue o documentário em questão no link abaixo.


Fonte:

YouTube

Por: Lúcio Nunes


A Vida Cotidiana em Roma


 Os romanos costumavam; acordar com o raiar do dia. As lojas em Roma abriam cedo e as crianças costumavam comprar pães ou bolinhos na ida para a escola. Às oito horas, abriam-se os bancos e as repartições públicas. Na praça central, ou fórum, localizavam-se as lojas, repartições e outros negócios, o que dava um aspecto movimentado e barulhento ao lugar. O trabalho ia até o meio-dia, quando tudo fechava para o almoço e, no verão, dormia-se um pouco, fazendo-se uma sesta. O almoço era uma refeição leve: pão, azeitonas, queijo, nozes, figos secos e algo para beber. Havia quem levasse uma marmita e comesse seu almoço na rua, ou assistindo a uma luta de gladiadores no anfiteatro.
Tudo reabria depois do almoço e à tarde, ia-se tomar banho nas termas públicas, edifícios elaborados onde se podia banhar de graça em banheiras de água fria e quente. Em muitas termas havia salas de ginástica , passeios a sombra de árvores, salões, que podiam ser usados mediante pagamento. Em geral, primeiro banhavam-se as pessoas de posses, entre as duas e as quatro da tarde. Após o expediente, vinham banhar-se os mais humildes. Esses banhos, não esqueça, não eram como as nossas duchas, eram banhos em água fria e quente, em banheiras coletivas. À noite, havia a principal refeição do dia, a ceia. Os pobres contentavam-se com pão, vegetais e vinho de segunda. Os que podiam tinham longas ceias, que duravam várias horas e que tinham três pratos: uma entrada, o prato principal, com algum tipo de carne, e a sobremesa, frutas frescas ou doces.
A vida na cidade era movimentada, o burburinho das ruas era sentido por todos. Os romanos adotaram o sistema de cidades planejadas em tabuleiro tanto por influência grega como, principalmente, por direta transposição dos esquemas dos acampamentos militares. Diversas cidades conservam até hoje o traçado das ruas estabelecido pelos romanos, ao menos em sua área central).


A cidade planejada contava com duas avenidas principais, que se cruzavam de norte a sul (cardo) e de leste a oeste (decumanus). A partir delas, seguiam-se ruas paralelas. Havia os principais edifícios públicos, que organizavam o espaço urbano: fórum (mercado), basílica (edifício administrativo), um ou mais templos, termas (banhos públicos), latrinas, teatros. As aulas eram, muitas vezes, dadas aos alunos em um dos cômodos do fórum. Por toda a cidade, espalhavam-se lojas, como padarias e bares. Na periferia, localizavam-se o anfiteatro, para as diversões, locais de treinamento físico, hortas e, às vezes, depósitos de lixo. A cidade era cercada por uma muralha e a entrada restringia-se a grandes portas. As paredes das cidades estavam sempre cobertas com cartazes eleitorais, pedindo  voto para os candidatos aos diversos cargos municipais.
A cidade era dos vivos e, por isso, os mortos eram enterrados, ou suas cinzas depositadas, em monumentos funerários além-muros.
As cidades estavam ligadas entre si por uma rede de estradas enorme. As estradas eram utilizadas principalmente para a movimentação de tropas militares e do correio.


A música no cotidiano romano

Os romanos apropriaram-se da música grega, especialmente após conquistar a região da Magna Grécia e esta se tornarem uma província romana.
Provavelmente, a cultura grega substituiu (ou misturou-se) a cultura dos etruscos (tribo que habitava a península itálica antes da formação cidade de Roma).
Entre os instrumentos da cultura romana destacam-se: a fístula (uma espécie de flauta), a tuba (trombeta), a cítara, a buzina (trombeta circular em forma de “G”), entre outros instrumentos de sopro e percussão (como o tambor).
Esses instrumentos eram utilizados para cerimônias religiosas, estatais e militares. Sabendo disso, podemos perceber que, a música fazia parte da vida e das manifestações públicas em Roma.

A música entre os imperadores

Nero tocando sua lira durante o famoso incêndio em Roma.

Nero foi o primeiro imperador a se interessar pela música. Estudou com um dos melhores músicos da época (Terpo) e venceu diversos concursos (competindo inclusive com diversos reis). Depois de Nero, todos os imperadores romanos foram músicos, cantores ou dançarinos. 
Os romanos inventaram apenas um instrumento musical: a cornamusa (uma gaita rústica).

Fontes:

http://4.bp.blogspot.com/mqQBwKPMXIY/UClL8GHIW8I/AAAAAAAAOSU/XB4-vN74_3s/s1600/1_pompeia_cotidiano.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-1pD28eCCf8I/Ux8DzfIhaI/AAAAAAAAncw/lyfsVrNfB2M/s1600/nero.jpg

FUNARI. Pedro Paulo. Grécia e Roma: A vida Cotidiana. São Paulo: contexto. 2002, p. 108 – 111.


LOBO. Luiz. A música em Roma – www.wooz.org.br/musicamerom.htm

Por: Lúcio Nunes