domingo, 10 de agosto de 2014

Os Cavaleiros e a Mitologia: Ban de Leão Menor

*Esse post contém spoilers.

Hoje no post especial dos Cavaleiros e a Mitologia apresentaremos Ban de Leão Menor.

Ban de Leão Menor.

Ban, o gigante de Leão Menor

Ban foi adotado pela fundação Graad para conseguir uma das armaduras sagradas para proteger a Deusa Atena.  Assim como os outros noventa e nove garotos adotados pela fundação, sorteou o seu destino para conquistar uma armadura sagrada. Ban sorteou o Monte Kilimanjaro na Tanzânia e foi confiado a lutar e conseguir a armadura sagrada de Leão Menor. 
Ban em ação na Guerra Galáctica.
É importante salientar que apenas dez garotos voltaram com vida de seus treinamentos e Ban foi um destes, retornando para o Japão após seis anos de treinamento com a armadura de bronze de Leão Menor.
O retorno de Ban justifica-se pelo torneio Guerra Galáctica, onde a sua primeira luta foi contra o cavaleiro Jabu de Unicórnio. O cavaleiro de Leão Menor começa a luta em grande vantagem, porém, permite que Jabu equilibre a luta e posteriormente acaba derrotado. Sentindo que sua técnica de luta é inferior aos cinco melhores cavaleiros de bronze, Ban, retorna ao monte Kilimanjaro para aprimorar suas técnicas.

O Retorno de Ban

Na batalha do Santuário, Ban derrotou diversos soldados rasos e ajudou a montar guarda para proteger a deusa Atena.            
Durante a Guerra Santa contra Hades, Ban de Leão Menor ajuda a proteger Seika irmã de Seiya de Pégaso do ataque do deus Thanatos.

Particularidades da armadura de Leão Menor

Armadura de Leão Menor.

- Esta armadura não possui nenhum atributo especial a não ser proteger os pontos vitais do seu Cavaleiro correspondente.

Outras Armaduras

Como seria se o cavaleiro de Leão Menor chegasse aos Campos Elísios e derrota-se Hades com a sua armadura divina? Vamos ver a armadura Kamui de Leão Menor (São denominadas Kamui as armaduras que protegem os deuses do Olimpo, apesar de serem chamadas de Kamui no anime, as armaduras divinas dos cavaleiros são as que mais se aproximam das armaduras dos deuses do Olimpo).

Armadura divina de Leão Menor.

Sabemos que os cavaleiros secundários não utilizaram em nenhum momento as armaduras sagradas dos cavaleiros de ouro, mas,  aqui eles terão a sua vez! Então apresentamos a vocês o cavaleiro Ban de Capricórnio.

Ban, com a armadura de Ouro de Capricórnio.

O Leão Branco: Da Crença Religiosa ao Mito Africano

Existe um leão que detém uma rara mutação do leão-sul-africano, é o leão branco. Ele possui uma particularidade genética chamada leucismo (pigmentação do corpo do animal) o que o diferencia de ser albino.
Filhote de Leão branco.
Essa espécie não possui qualquer diferenciação dos outros leões em relação à recepção da luz Solar ou alguma limitação fisiológica, a única diferença é que não conseguem se camuflar com facilidade. Seus pelos são extremamente claro devido a uma anomalia de seus genes, seus olhos são dourados ou azuis. Há o outro lado da moeda também, existem sim leões albinos e esses sim, possuem extrema limitação quanto a luz Solar e possuem olhos vermelhos.
Segundo crenças de religiões da África os leões brancos são sinônimos de prosperidade e abundância, sua presença também era atribuída a uma dádiva divina.  Segundo essas crenças, sua coloração diferenciada era devido a bondade que existe em cada ser humano.
Há uma lenda que conta sobre um asteroide que havia caído na Terra e uma mulher havia entrado nele, dias depois ela retornou sob a forma de uma leoa branca.

Leão Menor Na Astronomia

Leão Menor na astronomia é conhecido como uma constelação do hemisfério norte.

Ficha Técnica do Cavaleiro de Leão Menor

Nome: Ban de Leão Menor
Classificação: Cavaleiro de Bronze
Local de Nascimento: Japão
Nascimento: 30 de Dezembro
Idade: 15 Anos
Altura: 1,81m
Peso: 83 kg
Treinamento: Monte Kilimanjaro, Tanzânia
Mestre: ? ? ?
Armadura: Leão Menor
Golpes: Ataque Explosivo do Leão
Constelação: Leo Minor
Signo Zodiacal: Capricórnio
Deus que Protege: Atena
 Dublador de Ban na Série: Wellington Lima

Fontes:











Por: Lúcio Nunes

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Concorra ao Livro: Dicionário Gaudério



Iremos sortear o livro: Dicionário Gaudério dos autores Luís Augusto Fischer e Iuri Abreu. Mas, para que não ocorra o que vem acontecendo todos os meses iremos explicar detalhadamente os critérios para participar desse sorteio, ok?
Para concorrer você deverá participar da Fan Page do blog Saloon da História e da Livraria Praiamar. Então, você deverá curtir as Duas páginas em questão. Os links seguem abaixo, quaisquer dúvidas estaremos à disposição. O Sorteio ocorrerá na última semana de Setembro. Boa sorte a todos!


domingo, 27 de julho de 2014

A Vida Dura Nas Embarcações Europeias Para Descobrir o "Novo Mundo"

Mar Tenebroso.
Fugir da vida dura na Europa, busca de riquezas no além-mar, quitar dívidas religiosas (pagar os pecados cometidos) e com a justiça (pagar penas impostas pela coroa servindo o reino nas conquistas). Para atingir esses objetivos, os homens das embarcações deveriam vencer a fome, a sede, e diversas doenças durante essas viagens.

Em primeiro lugar, a higiene era extremamente precária. Os europeus não tomavam banho regularmente, sendo assim, o mau cheiro era quase insuportável. Os barcos sofriam infestações de pulgas e piolhos por exemplo. A separação social existente na Europa (Nobres e plebeus) não era tão rígida nas embarcações, ou seja, a viagem permitia aproximações de plebeus e nobres abrindo possibilidade para um crescimento na vida social (inclusive vários plebeus conquistaram títulos de nobreza após viagens para a coroa portuguesa).
O cotidiano de uma embarcação.
O risco de motim levava a tripulação a ser controlada por rígido controle militar. Essa tensão se devia ao ambiente apertado aos quais todos estavam “presos”. O espaço do convés era destinado ao estoque de comida, bebida, armas e munições. Os produtos comestíveis (carne vermelha, peixe seco, banha, azeite, farinha de trigo) e líquidos (barris de vinho e de água) tinham péssima qualidade e era frequente o seu apodrecimento (o vinho se tornava vinagre e água contaminada). Cada marujo possuía um baú para guardar seus pertences e dormia (revesadamente) em uma espécie de beliche de madeira. Para garantir um alimento de boa qualidade, eram transportados animais vivos nas embarcações (galinhas, porcos, carneiros, bois) o que acumulava mais condições para doenças. Além de tudo isso, as regras de etiqueta moderna não existiam entre os camaradas do alto-mar: constantemente vomitavam (enjoados pelo balanço do mar), escarravam perto da comida, arrovatam, soltavam ventos mal-cheirosos diante dos colegas de caravelas. Não existia um banheiro a bordo, então, faziam as necessidades próximos a ponta das naus ou caravelas e muitas vezes caindo no mar. Nada disso impediu que os portugueses atravessassem o Atlântico para buscar riquezas, prestígio e novas terras para a coroa.

Fontes:

http://www.revistadehistoria.com.br/uploads/docs/images/images/Abrir%20-%20IMG_1959.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsn31lHKduNwJHXf-fk__04WuGa04wcnfj1NWEmzCBZnhv2C-h3wyBy1r0SXD_kAFbk26bnjfg_CnzxwFDYIl315cM8KEcYfWuDUDbQbKru5RSXwYXMx-bQEgCbvwNnnnnjyjKJMXhLN4X/s1600/monstrosmarinhos.jpg

RAMOS, Fábio Pestana. A Dura Vida dos Navegantes. Revista de História da Biblioteca Nacional. Setembro de 2012.

Por: Lúcio Nunes

sábado, 26 de julho de 2014

O Primeiro Contato Entre Nativos e Europeus

De uma maneira geral, vimos os antecedentes dos nativos do Brasil e dos “descobridores” europeus. Chegou à hora de observarmos como ocorreu o primeiro contato entre esses dois povos, entre essas duas culturas.
Em um primeiro momento os portugueses chegaram ao Brasil para reconhecer as terras do Tratado de Tordesilhas, mas, não demonstraram aos nativos que iriam dominar esse território. Analisando por esse ponto de vista, podemos afirmar que, o primeiro contato foi amistoso, pacífico. Isso não significa que houve a aprovação de todos os nativos, alguns eram a favor do contato e outros contra. Mas não existiu um conflito nesse primeiro momento. Entre as diferenças podemos destacar:
Organização da terra: Para os nativos, a terra pertencia ao grupo que vivia na aldeia, ou seja, tudo o que era produzido pertencia ao grupo. Para os portugueses, a terra pertenceria a quem a conquistasse (através de guerras, por exemplo), por compra, venda ou aluguel. O que é produzido na terra serviria como acumulação de riqueza de uma pessoa ou família.
Idioma: O idioma não era o mesmo, o que dificultou o entendimento das ações de ambos os grupos (nativos e portugueses).
Aparência: Foi uma diferença reconhecida instantaneamente. Os nativos tinham a pele parda e músculos definidos (provavelmente pela alimentação e métodos de vida saudáveis, por exemplo, o banho diário, mobilidade física). Já os portugueses eram “caras pálidas” que possuíam a pele branca e não detinham corpos “perfeitamente” definidos com os nativos.
Roupas: Os nativos não utilizavam roupas: Pintavam seus corpos, usavam colares e outros adereços. Os portugueses utilizavam roupas e alguns adereços como colares banhados a ouro.
Religião: Os índios não conheciam o cristianismo, este que, era o modelo religioso português.
Governo: Os nativos detinham um chefe local, já os portugueses um Rei para todos os portugueses.
Armas: O armamento era desigual: Nativos usavam arco e flecha, paus e pedras. Os portugueses usavam armas de fogo (Por exemplo, canhões) e espadas. 

Fontes:

PAIVA, José Maria de. A doutrina feita aos índios. In: Catequese e Colonização. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1982.

http://msalx.recreionline.abril.com.br/2012/11/20/1358/6dheL/indios-portugueses.jpeg?1353427220

Por: Lúcio Nunes

A Utilização de Vídeos Como Método de Aprendizagem

O cinema nos traz a possibilidade da construção do conhecimento em vários campos do saber. As imagens em movimento são utilizadas há bastante tempo, mas, se popularizou nos dias atuais principalmente devido à internet e a popularização da mesma. Um exemplo de utilização do cinema em períodos anteriores era a ideia de Getúlio Vargas utilizá-lo a fim de criar uma identidade brasileira, contudo, essa temática serviria como base de fins explicativos ou ilustrativos, com uma preocupação maior no sentido da aprendizagem direcionada.

O seu uso, enquanto recurso didático, não é uma atividade nova. Diversos intelectuais ligados a corrente da Escola Nova, na década de 1930 (...) já apontavam o forte potencial do cinema na educação das crianças e jovens da época. (NASCIMENTO, 2008, p.3)

Como já citado, hoje em dia, procuramos atribuir ao cinema e aos vídeos um papel de auxiliador na compreensão dos conteúdos abordados. Utilizar o cinema, documentários ou material similar (como vídeos curtos) pode ser uma alternativa válida e produtiva para compor as temáticas utilizadas pelo professor em sala de aula. A imagem por si só já traz uma gama de informações (é claro, se já há algum conhecimento prévio sobre o tema), mas, o vídeo amplia essa gama: Ele traz o movimento da imagem, também reproduz o som, o que (para os dias atuais) pode potencializar o impacto que talvez não seja atribuída a uma imagem ou pintura (isso obviamente depende de quem observa as imagens ou os vídeos).


Tony Ramos interpreta Getúlio Vargas no cinema.
Se olharmos pelo lado do conhecimento, ele está cada vez mais à mão de quem o procura. Basta usar uma ferramenta de busca e o assunto de seu interesse que em milésimos de segundos há milhares de resultados referentes ao tema procurado. É claro, devemos estar atentos em relação aos sites pesquisados (se há profundidade ou não sobre a pesquisa).

A utilização do recurso em questão também traria um “algo mais” para a sala de aula: diferenciar o método tradicional, mas, em conexão com o conteúdo exposto. Passar um filme qualquer poderá resultar em uma aparente “preguiça” ou “desleixo” com os alunos e com a aula.

Fontes:

http://www.gaz.com.br//_midias/jpg/2014/04/09/tony_get__lio_2-255142.jpg

http://pt.gifanimados.org/gifs/ciclista.html

NASCIMENTO, Jairo Carvalho do. Cinema e ensino de História: realidade escolar, propostas e práticas na sala de aula.  Salvador: Universidade do Estado da Bahia, Revista Fênix, 2008, p. 2 – 18.

TOURINHO, Maria Antonieta; VIERIA, Rosane. História e cinema na escola. Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias (USP), 2011, p. 154 – 165.

Por: Lúcio Nunes 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Expansão Marítima Portuguesa


A Era das Grandes Navegações foi um período de viagens marítimas que expandiram os limites territoriais até então conhecidos, ou seja, novos territórios foram descobertos.

Representação da esquadra de Cabral em 1500.

Além disso, estabeleceu uma troca de mercadorias, tecnologias, e culturas entre diversos povos. Portugueses e Espanhóis foram os povos que se lançaram a essas viagens e consequentemente a esses descobrimentos.

Motivações Para as Viagens Marítimas

- Nova rota para o oriente (as Índias), principalmente, após os turco-otomanos conquistarem Constantinopla. As especiarias se tornaram mais caras na Europa devido à cobrança de altas taxas das caravanas de comerciantes. 

As viagens marítimas foram às únicas saídas para encontrar novas rotas para as Índias.

- Busca por especiarias. 

Especiarias: de grande valia na Europa para o período.

- Busca por metais preciosos.

Ouro e Prata são exemplos dos metais procurados pelos europeus. 

O Que Possibilitou Essas Viagens?

- Desenvolvimento Tecnológico.

Nau: A evolução da caravela. Possibilitou a realização de viagens mais longas. 

- Financiamento das viagens (reis e comerciantes).
- O espírito de aventura.

Os europeus venceram o medo de desbravar os mares desconhecidos. 

- Expansão do cristianismo (apoio da Igreja Católica).

Levar a salvação para os povos que não conheciam o cristianismo era um dos objetivos da Igreja. Por isso houve amplo apoio as conquistas europeias no período. 

Tratado de Tordesilhas

Com a descoberta da América em 1492, a Espanha ingressou na Era das Grandes Navegações. Com a permissão do Papa, estabeleceu-se uma linha imaginária que dividia o globo entre espanhóis e portugueses.

Tratado de Tordesilhas: A divisão do mundo entre portugueses e espanhóis, inclusive, com apoio do Papa. 

- Terras ao leste da linha seriam da Espanha e a Oeste pertenceria a Portugal. O limite da divisão passava a cerca de trezentas léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

Características Que Propiciaram a Expansão Marítima Portuguesa:

- Portugal foi o primeiro país a se formar na Europa e era liderado sob a figura do Rei D.Afonso I (Iniciou o seu reinado 1139).

O primeiro Rei de Portugal: D. Afonso I.

- Seu território era banhado pelo oceano Atlântico e houve um significativo aprimoramento das técnicas náuticas (desde 1275). 

A proximidade com o mar foi um dos fatores que contribuíram, para que, Portugal iniciasse as conquistas marítimas. 

- A Primeira grande conquista da coroa portuguesa foi o entreposto comercial árabe (de religião muçulmana) no norte da África (A conquista de Ceuta em 1415). O objetivo era reduzir a influência muçulmana no mediterrâneo e, além disso, os portugueses conseguiram uma grande quantidade de ouro (conseguindo momentaneamente solucionar o problema de falta de metais-preciosos).

Ceuta: a primeira grande conquista da expansão marítima portuguesa. 

- Após a conquista de Ceuta (1415), os portugueses ocuparam a Ilha da Madeira e, segundo alguns historiadores, D. Henrique fundou a Escola de Sagres (1420). Em 1427 e 1432 os portugueses descobriram outras ilhas no Atlântico e nessas ilhas iniciou-se o cultivo de produtos que futuramente viriam a ser trabalhados no Brasil. Um exemplo desses produtos é a cana de açúcar (que se tornou muito valiosa na Europa).


As primeiras conquistas fora da costa africana foram as ilhas próximas a Portugal. 

- O esgotamento dos metais-preciosos em Ceuta fez com que os portugueses procurassem outros locais para suprir suas necessidades econômicas. Sendo assim, se inicia a conquista da costa da África. Os portugueses encontraram Marfim, Metais Preciosos (ouro) e Especiarias (Pimenta Malagueta).

A escassez de metais preciosos motivou Portugal a avançar em suas conquistas na costa africana.


- Em 1488, Bartolomeu dias contorna o extremo sul da África e nomeou o local como Cabo das tormentas. O nome foi modificado pelo então Rei de Portugal João II para Cabo da Boa Esperança, pois, descobriu-se que havia uma ligação entre o Oceano Atlântico e o Oceano Índico e como consequência, a rota tão sonhada para as Índias. 

Bartolomeu Dias descobre que há uma ligação entre os oceanos Atlântico e Índico.  

- Uma esquadra foi organizada em 1497 para tentar chegar as Índias. O líder dessa esquadra era o português Vasco da Gama, que, em 20 de Maio de 1498 atingiu o seu objetivo. Em 1499, Vasco da Gama retornou a Portugal com uma grande quantidade de especiarias e lucros para a Coroa Portuguesa. 

Percurso realizado por Vasco da Gama nas viagens de ida e volta as Índias. 

- Esse sucesso da esquadra de Vasco da Gama levou o Rei D. Manuel I a organizar uma nova viagem, agora, chefiada por Pedro Álvares Cabral. O objetivo da nova frota seria explorar parte do território português (delimitado pelo Tratado de Tordesilhas) e fundar uma feitoria no Oriente (nas índias). Em 22 de Abril de 1500, Cabral e sua esquadra descobrem o Brasil.

A linha vermelha representa o trajeto de Cabral, em 1500. A linha azul mostra o trajeto que Vasco da Gama utilizou em 1497. 

Fontes:

A Expansão Marítima Portuguesa. Disponível digitalmente em: estudejogando.com.br

BUENO, Eduardo. Brasil: terra à vista.  A aventura ilustrada do descobrimento. Porto Alegre: L&PM, 2010, p. 7 – 130.















Por: Lúcio Nunes


domingo, 11 de maio de 2014

Os Primeiros Habitantes da América

É válido explicar que o território que hoje conhecemos por Brasil foi descoberto em 22 de Abril de 1500, por Pedro Álvares Cabral, um nobre português? Isso é realmente verdade? Para a História oficial sim, mas, vamos procurar entender um pouco o que se passava nessas terras antes da chegada de Cabral e sua frota marítima. Podemos pensar o território descoberto (o que entendemos hoje por Brasil, no caso) de duas formas: O Brasil que existia antes da chegada dos europeus e o Brasil que passou a existir depois de sua chegada.

Observe as possíveis rotas de chegada do homem a América (1 - Estreito de Bering e 2 - Teoria Transoceânica)


Já havia diversas tribos indígenas nessas terras bem antes de 1500, aliás, quanto à chegada do homem a América, há duas teorias que são bem debatidas entre os cientistas: a do Estreito de Bering e a teoria Transoceânica. A Teoria do Estreito de Bering é a mais aceita entre a comunidade científica e deduz que o homem chegou ao continente americano entre 40 mil e 50 mil anos antes do presente, ou seja, já existiam pessoas morando na América há pelo menos 38 mil anos antes da chegada de Colombo (que ocorreu em 1492). O Estreito de Bering seria uma espécie de ponte que ligava o continente asiático ao continente americano durante a época das glaciações.
A Teoria Transoceânica defende que o homem chegou a América a cerca de 10 mil anos. Se levarmos em conta que essa teoria possa estar certa, observamos que já existiam habitantes nos territórios americanos 8 mil anos antes da chegada do navegador Genovês já citado.  Segundo a Teoria Transoceânica, habitantes da Polinésia (atual Oceania) se locomoveram em pequenos barcos até a América. Resumindo, os primeiros habitantes da América deram origem aos nativos indígenas que se encontravam no atual território brasileiro (e no restante do continente) na época da descoberta portuguesa.
Entre os primeiros moradores da nossa terra brasileira encontravam-se:
O Brasil possuí diversos sítios arqueológicos e é neles em que os estudiosos buscam vestígios para procurar comprovar ou anular teorias como as citadas no texto.
Observe os exemplos de “achados arqueológicos” que podem confrontar as teorias discutidas:

a)    São Raimundo Nonato (PI) – A arqueóloga Niède Guidon afirma ter encontra vestígios de fogueiras primitivas que teriam sido acessas acerca de 48 mil anos antes do presente.


Vestígios encontrados em São Raimundo Nonato

b)     Lagoa Santa (MG) – Foi encontrado o fóssil mais antigo do continente americano: O crânio de uma mulher com data de 11.500 anos antes do presente. O fóssil recebeu o nome de Luzia e tinha características de habitantes da região da Oceania.



A datação dessas pesquisas geralmente é medida através do Carbono 14 (o elemento carbono 14 está presente em todos os organismos vivos que pode ser analisado mesmo após o término de sua vida). Outra forma de análise dos vestígios é o DNA (Mapeamento genético). O Urano-Tório também serve para a datação dos vestígios encontrados (é analisado como o carbono 14, porém, os elementos estudados são: o URANO 238 e o TÓRIO 230).

Algumas características dos primeiros habitantes do continente

Eram Nômades (Moravam em diferentes locais ao longo da vida);
Caçadores, Pescadores, Coletores (de frutos);
Já dominavam o fogo;
Faziam Recipientes de cerâmica para armazenar alimentos;
Possuíam artefatos de pedra e utilizavam ossos e conchas para a fabricação de utensílios (Como anzóis para a pesca ou mesmo ponta de ossos como objeto cortante para abrir a pele de animais);
Viviam em abrigos (Cavernas) ou dormiam nas florestas e praias (ao relento);
Não possuíam escritas (ou seja, utilizavam representações conhecidas como Pinturas Rupestres);
Dentre os itens citados é possível investigar e tentar verificar como viviam os nativos, os locais em que ocorrem essas investigações são chamados de sítios arqueológicos.
 Com o desenvolvimento da agricultura (Por volta de 6.000 anos antes do presente) houve um aumento populacional e consequentemente o homem pré-histórico brasileiro começou a se tornar sedentário.
Temos que entender que a pré-história é tão importante quanto a História, pois, ela procura contar e entender como viviam os homens antes mesmo da sua organização social (seja ela escrita, por representação de imagens, agrícola ou política) através dos vestígios deixados por esses grupos humanos.

Fontes:






Por: Lúcio Nunes

sábado, 26 de abril de 2014

Contos e Lendas: O Mistério do Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas ou também conhecido como "O Triângulo do Diabo" é uma área localizada no Oceano Atlântico entre a Flórida, Porto Rico (passando por Cuba) e logicamente as Ilhas Bermudas. Até ai nada de estranho, o mistério é que ao longo dos anos esta região vem sendo palco de vários desaparecimentos, aviões, barcos de passeio e navios somem dos radares sem deixar rastros. Já foram criadas inúmeras teorias sobre os desaparecimentos (alguns dizem ser o caminho para outra dimensão, abduções alienígenas, monstros marinhos, até resíduos de cristais da cidade (ou continente) perdida de Atlântida) porém a teoria mais aceita por cientistas é a de um campo magnético no local. Campo magnético são correntes elétricas que exercem força sobre outros materiais magnéticos e cargas elétricas em movimento.
O primeiro grande relato foi feito por Cristóvão Colombo, em 15 de Setembro de 1942 quando ia em direção a América. E o fato foi escrito em seu diário de bordo:
" - Sábado, 15 de Novembro de 1942 - Navego neste dia, com a noite incluída, vinte sete léguas na rota para o oeste e algumas mais. E logo no começo da noite os tripulantes viram cair do céu um maravilhoso galho de fogo no mar, a uma distância de quatro ou cinco léguas de onde se encontravam."
Os incidentes neste local vão de 200 a mais de 1000 nos últimos 500 anos. A Guarda Costeira dos EUA afirma que já respondeu mais de 8.000 pedidos de ajuda na área e que mais de 50 navios e 20 aviões se perderam na zona, durante o último século.
O mistério entrou realmente em pauta nos anos 70,quando várias investigações foram feitas, mas nenhuma teve conclusão. Alguns barcos que pediram ajuda foram encontrados, porém sem sobreviventes e com a carga e os equipamentos intactos.
Aproveitando todo esse clima de mistérios foram lançados filmes e livros, os mais famosos são:

- Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que mostra os tripulantes do voo 19 (que desapareceu no triângulo em 1945) como humanos abduzidos.
- Livro - "Triângulo das Bermudas” de Charles Berlitzpublicado em 1974

Sobrenatural ou não, o mistério do Triângulo das Bermudas permanece sem explicação por parte do povo e cientistas.

Fontes: Livro – Diários da descoberta da América
http://minilua.com/misterio-triangulo-das-bermudas/

Por: Fernanda Nunes